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quinta-feira, 7 de março de 2019

Dia Internacional da Mulher

"Em 1857, centenas de operárias morreram queimadas por policiais em uma fábrica têxtil, em Nova York (EUA). Elas reivindicavam a redução da jornada de trabalho e o direito a licença maternidade. Em homenagem às vítimas, no ano de 1911, foi instituída a comemoração de 8 de março."

O dia não é apenas flores e parabéns, mas o símbolo da resistência, da luta por direitos iguais e o reconhecimento das conquistas.
Diariamente mulheres são mortas e feridas (fisicamente e emocionalmente) por seus cônjuges, amigos, parentes e desconhecidos, por n motivos e devido a sociedade patriarcal, muitos pensam e acham que a mulher é uma propriedade e podem ser tratadas de qualquer maneira, por isso, ser mulher é uma batalha diária. Uma batalha de cobranças e julgamentos: temos que ser mães porque nascemos pra isso, temos que casar pra sermos felizes, cuidado com a maquiagem forte, com as roupas ousadas pra não acharem que você é fácil, não transe no primeiro encontro porque será taxada como puta, se é mãe solteira, deveria ter ficado com as pernas fechadas, se é estuprada "onde você estava? Com que roupa estava? Mas estava bêbada? Estava sozinha? Era noite?", se mulheres apanham "Por que não denunciou? Se ficou, porque gostava." Ter medo de sair, principalmente a noite, medo de ser estuprada, morta, desovada em qualquer lugar, de pegar um Uber e/ou táxi e sentir medo quando passa por algum lugar que não conhece, medo de usar uma roupa curta e sofrer assédio e mesmo depois de tudo isso, quando batemos de frente, gritamos, brigamos, somos loucas, estressadas, "estamos de TPM", somos "feminazi".

"FEMINISMO: Doutrina que preconiza o aprimoramento e a ampliação do papel e dos diretos das mulheres na sociedade."

Aos homens que acham que estamos de vitimismo, gostaria que respondesse as próximas perguntas, mentalmente:

• Você quando está na rua a noite e vê uma mulher atrás de você, fica com medo de ser estuprado?

• Você pensa duas vezes com que roupa vai sair, porque tem medo de sofrer assédio e/ou ouvir gracinha na rua?

• Você precisa gritar pra ser ouvido quando está numa roda cheia de mulheres?

• Você recebe menos que uma mulher, mesmo exercendo a mesma função que você?

• Você ouve constantemente as perguntas se quer casar e ter filhos, de pessoas aleatórias, como se a sua felicidade dependesse disso?

• Quando você sobe de cargo é obrigado a ouvir "Pra quem você deu pra conseguir subir de cargo?"

• Tem que lutar duas ou três vezes mais pra ter um terço de reconhecimento do que as mulheres que trabalham com você?

• Quando vocês fazem entrevistas de emprego, perguntam se você tem que filhos e se tem com quem deixar?

• Te julgam constantemente sobre sua aparência e dizem o quanto vocês precisam ficar no padrão?

• Se algo acontece com você na rua, dizem que a culpa é sua e se você estivesse em casa, isso não teria acontecido?

Se você respondeu a maioria não ou a todas elas, você é privilegiado. Se você tem privilégios, não precisam lutar por seus direitos.
NÓS MULHERES, SIM!

Homens, não diminuam a luta feminina.
Mulheres, as que querem receber flores e parabéns, vocês podem, até porque o feminismo prega justamente isso: a mulher poder ser e querer o que quiser, sem ser julgadas por terceiros, sejam homens e/ou mulheres.

O dia da mulher é todo dia. Em cada momento vivido, sobrevivido, em cada batalha vencida e nas próximas que virão.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

De repente 30

Como assim tenho 30 anos? Não! Espera! Eu tenho apenas 13.
Mari, se for pra mentir a idade, diga pelo menos que tem 27 anos.
Sim, eu estou assustada, porque achei que teria conquistado muito mais e achei que teria mais tempo. Os 20 anos passam muito rápido. Ainda sonho com algumas coisas, só preciso correr atrás, mas fico feliz de ver a mulher que me tornei. Acredito que se minha avó estivesse aqui, ela estaria orgulhosa.

O objetivo desse post não é ficar triste e também não é dizer o que conquistei até agora (que não foi muito) mas sim, mostrar o que desejo para mim nos próximos 10 anos.

• Continuar viva;

Já ouviu a expressão "Se eu morrer, a minha mãe me mata?" Então, a regra do rolê é NÃO MORRER e nesse parque de diversões chamado vida, a missão é: viver cada momento intensamente, mas garantindo o máximo que morrerei quentinha na minha cama aos 90 anos.

• Nunca parar de aprender;

Sou da seguinte opinião: Quando achamos que sabemos de tudo é quando não sabemos de nada. Quero sempre aprender coisas novas, fazer bem o que já sei e ensinar ao próximo, com a mesma dedicação que me foi ensinado.

• Ter sabedoria;

Gostaria de pedir paciência, mas sei que é impossível. E se eu pedir forças, vou acabar dando uma cotovelada na fuça de alguém, portanto o pedido é sabedoria. Sabedoria para lidar com pessoas que querem me prejudicar, me fazer mal, saber lidar com pessoas tóxicas e sabedoria para lidar com problemas que eu achar que não tem solução.

• Deixar de ser trouxa;

Posso ser um mulherão da porra, mas é impressionante como eu sou trouxa. Sempre abro de mim, me doando, me fazendo presente e muitas vezes, a importância que eu dou, não é retribuída. As cobranças que faço, eu abrir mão de algumas coisas, pra me encaixar na vida alheia acabou. Sempre me importo com a opinião alheia, mesmo quando digo que não. AGORA NÃO VOU ME IMPORTAR MESMO!

• Guardar dinheiro;

Deveria ter ouvido a minha avó quando ela dizia pra sempre guardar dinheiro, mas entre sou vida louca e só se vive uma vez, nunca guardei um tostão furado. Os próximos anos, planejar guardar dinheiro.

• Viajar mais;

Viajo pouco e preciso sair mais. O problema é que tudo está meio incoerente, pois no tópico anterior, eu tenho que guardar dinheiro e nesse, eu preciso gastar. Apesar de que, viagem não é gasto, é investimento.

• Não ter medo de errar e sair da zona de conforto;

Eu não suporto mudanças drásticas, porque eu sei que terei que sair da minha rotina e zona de conforto e mudar tudo o que planejei. Tenho medo de errar e as pessoas apontarem o dedo e com isso, nunca fiz nada o que eu quero. Então, nos próximos anos, sair da zona de conforto e me arriscar mais.

• Ter hábitos saudáveis;

Sempre quero voltar a ser rata de academia, não só pelo corpo, mas principalmente pra manter a mente equilibrada, até porque depois dos 25 anos é só ladeira abaixo.

• Não me auto sabotar;

Eu não me acho bonita, nem atraente, nem sexy, nem gostosa. Na primeira oportunidade me coloco pra baixo e gongo minha autoestima. TENHO QUE PARAR COM ISSO PRA ONTEM. TENHO QUE ME CUIDAR E ME BASTAR.

• Parar de procrastinar.

Eu sempre enrolo pra fazer qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. Quando faço, acabo fazendo rápido, porque já fico pensando naquilo por dias, mas até tomar coragem, é um martírio. Logo, tenho que parar de enrolar, começar a escrever, a ler e sem enrolação.

Sei que esse ano será um ano bom. Espero me sentir dessa forma nos próximos também.

"Tenho sonhos adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem"

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Sobre 2018

Eu sei que está cedo para a retrospectiva, mas não sei quando vou conseguir escrever novamente, então, 2018 foi o ano que tudo o que imaginei para não aconteceu. Não fiz outro curso técnico, nem iniciei uma faculdade, não fiz luta, nem entrei num curso de línguas, não guardei dinheiro, não escrevi mais, não fui fitness, não me amei o suficiente, não escrevi um livro, porém não foi um ano perdido. Coisas boas aconteceram e ruins também. Com isso, listei como meu ano foi e com certeza, o ano que vem será melhor.



  • Eu militei. Briguei por política, gritei com machistas, homofóbicos e com machos escrotos;
  • Perdi amizades e desfiz algumas, porque descobri que muitos deles eram machistas, homofóbicos e misóginos. Livramento e ranço dessas pessoas;
  • Vi a minha pessoa, Joyce se casar com seu grande amor, Hugo. Como não torcer pra esse casalzão da porra?!
  • Conversei mais com o João Victor, um grande amigo. Senti falta de conversar com ele, porque ele sempre faz meu dia ficar divertido, com seus links e videos (que sempre digo que vou ver e esqueço), fora as indicações de series e filmes, de forma recíproca. Obrigada pelo incentivo a escrita, prometo que ano que vem escrevo mais, irei te ouvir mais, sobre começar a escrever meus livros e você precisa terminar Game Of Thrones;
  • Conheci a Roberta, grande amiga do João Victor. Conheci pessoalmente, pois ela pertence a todas minhas redes sociais e só precisava oficializar o encontro. Obrigada por amar o blog, principalmente no Instagram, dizendo que sempre te influencio nas leituras e nas séries;
  • Fiz um ano de namoro;
  • Minha amiga Carol casou. Ouviu minhas reclamações da vida. Me deu conselhos maravilhosos. Obrigada pra sempre;
  • Thais comprou uma casa. Perdeu o posto de mais ryca do grupo, mas na minha humilde opinião, ainda acho que ela, mesmo assim, ainda tem mais dinheiro que eu;
  • Minha alma gêmea, Lohraine, teve um tumor intramedular, fazendo com que ela ficasse paralisada da cintura para baixo. Admito que tive medo, porém fui forte com ela e por ela, pois não tinha condições de perder outra pessoa esse ano;
  • Em falar em perda, meu amigo de infância, Matheus Louzada, faleceu. Ainda custo a acreditar que isso seja verdade e, mesmo estando longe, eu sabia que ele estava feliz. O mundo se tornou mais vazio e triste, sem você nele. Sinto a sua falta. Costelinha te manda um beijo e ele ficará guardado aqui comigo pra sempre;
  • Li a minha meta de livros;
  • Vi a minha meta de séries (brincadeira, eu não tenho meta de séries, sou vida louca);
  • Vi minha amiga Nathalia de forma insana esse ano e fizemos muitos planos para o ano que vem;
  • Viajei com a minha mãe;
  • Ganhei um Kindle;
  • Vi a minha amiga Leila dançar;
  • Por muitos momentos me vi só e questionei se a vida valia a pena, mas sempre que me fiz essa pergunta, todas as pessoas que me importam vieram a cabeça e percebi o quanto sou sortuda por ter cada um na minha vida.
Obrigada 2018. Você não foi o ano que esperei, mas definitivamente, foi o ano que precisei para crescimento pessoal e amadurecimento. Que venha 2019!!!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Minhas tatuagens (ainda contando)


Para quem me conhece saber que eu gosto de tatuagem não é nenhuma novidade. Se deixar, faço uma a cada mês, no entanto, não tenho dinheiro para isso, apenas bom gosto para escolher tatuagens. Como se não fosse o suficiente, namoro um tatuador. A seguir, vou mostrar minha coleção de artes, em ordem cronológica, mas me perdoe, porque não lembro das datas exatas, somente a ordem.
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     - L’essential est invisible pour les yeux: O essencial é invisível aos olhos

Minha primeira tatuagem, feita por um tatuador (do qual não lembro o nome), da HK9, no Nova América, a frase veio diretamente do livro O Pequeno Príncipe. Feita na costela, onde o pessoal costuma dizer que dói muito, eu particularmente, não senti dor. Foi realizada em outubro de 2013, vou ficar devendo foto, já que não achei no meu histórico.

- Caveira do Kratos – God Of War

Essa tatuagem tem uma lembrança boa, pois fiz junto com meu irmão adotivo. A intenção era fazer algo que os dois gostassem, então foi jogos. É apenas o crânio do Kratos com a marca registrada, vermelha do rosto dele. A melhor parte, foi ver meu irmão chorar, porque ele não aguenta muito a dor. Tatuagem feita por Cristiano Cabral Pires, a primeira de cinco e no estúdio da Pen Dragon.



Feito por Cristiano Cabral Pires, na Pen Dragon, em dia 10/12/2013
                           

 Apanhador de Sonhos

Foi a primeira tatuagem que eu quis fazer, mas acabou sendo a terceira. Demorou mesmo por questão de dinheiro, decidi e fiz. Apesar de gostar muito de um apanhador de sonhos, desde sempre, não gostei do resultado final, por não ter ficado da maneira que eu quis. A culpa por ter sido minha, que poderia ter falado que não queria fazer no free hand (desenhado livremente na pele), mas agora é tarde. Doeu bastante, especialmente na parte lateral do abdômen. Tatuagem feita pelo Cristiano Cabral Pires, também na Pen Dragon, não faço a mínima ideia de quando foi feita, apenas que foi a terceira a ser realizada.





- Escrita do Um Anel, de O Senhor dos Anéis

Outra que não faço a mínima ideia de quando foi feita, mas sei que quis fazer por amor a minha saga favorita, O Senhor dos Anéis e para mostrar esse amor, nada melhor do que a escrita do Um Anel. Doeu somente na parte interna da coxa. Também feita pelo Cristiano Cabral Pires, na Pen Dragon, a tatuagem é feita no alfabeto de Tenguar, de versos na língua proibida de Mordor e significa:

“Um Anel para a todos Governar
Um anel para encontrá-los
Um Anel para a todos trazer
E na escuridão aprisioná-los”





- Asas

Passeando pelo Instagram, vi e me apaixonei. Disse a mim mesma que faria, nem que precisasse juntar muita grana para isso. Consegui parcelar e depois de 6 sessões, ela ficou pronta. Comecei a fazer em dezembro de 2015, já na nova Pen Dragon, pelo tatuador de sempre, Cristiano Cabral Pires.




- Coração Anatômico, com flores

Comecei a fazer meu curso de Necropsia, fiz aula de laboratório e peguei um coração nas mãos. Sim, um coração humano, nas mãos. Aquilo me fascinou muito. Logo depois comecei um outro curso na área e descobri o significado do coração para os egípcios. Cristiano postou uma foto de um desenho de coração anatômico, com flores e achei a minha cara. O coração (o órgão mais lindo do corpo) e flores (que combina com a minha alma). 

- Sobre o coração:

No Egito antigo, era costume na mumificação, a retirada de todos os órgãos, exceto um: o coração.
Eles acreditavam que ali ficavam todos os sentimentos (bons e ruins) e principalmente, o amor. Quando a pessoa retornasse naquele corpo (já que acreditavam em reencarnação), voltariam com todos os sentimentos que um dia já fora seu.

-Sobre as flores:

“Pareço pedra, queria ser pedra, mas nasci flor. ”

Realizada em agosto de 2017, no Estúdio VIP.



- Meninas no balanço e flor com amor: Combo 2 em 1

Comecei a namorar o Tauê. Já não estava fazendo mais tatuagens com o Cristiano, por motivos que não interessam nesse post. As meninas no balanço, foi uma tatuagem que quis fazer com a minha mãe, para representar o nosso relacionamento e a nossa amizade, estilo Gilmore Girls. A flor com amor, vi numa das postagens do Tauê, em algum Flash Day, da Reborn Tattoo Shop. Achei que só ele saberia fazer o degrade da flor e estava certa. Realizada em novembro de 2017, ganhei as duas tattoos de presente de natal.



 





- Star Wars

Numa conversa com meu namorado, estávamos vendo que tatuagens das minhas franquias/nerdices favoritas que eu tinha. Claro que ainda falta Harry Potter, Divergente e outras mais e então percebemos que eu não tinha uma de Star Wars. Pegamos referências no Pinterest e montamos uma imagem. Acabou ficando melhor do que eu tinha imaginado. Não lembro do período e foi feita na Reborn Tattoo Shop.







- Mulan

PRIMEIRA PERSONAGEM BADASS (FODONA) DA DISNEY E DE LONGE A MINHA FAVORITA. Eu sempre quis fazer a Mulan, pelos motivos já citados anteriormente, mas quis esperar um pouco mais, já que não queria explorar o namorado, até porque o mesmo precisava ganhar dinheiro (ainda precisa). No entanto, minha amiga Nathalia viu uma Mulan e quis muito fazer e queria fazer, justamente essa, comigo. Dei a ideia que sempre tive de fazer a Mulan, ela concordou e o Tauê fez logo. A tatuagem representa a nossa amizade, a força que temos de correr atrás dos nossos sonhos, de ajudar quem amamos sem medir esforços e como podemos ser guerreiras e ao mesmo tempo, menininhas.  Não lembro do período (normal), mas foi feita na Reborn Tattoo Shop, pelo Tauê Lago.



- Livros e café;

De novo, quem me conhece um pouco, sabe que amo livros. E café. Sempre compartilho fotos de tatuagens que gosto, trabalhos de amigos, afim de divulgar seus trabalhos e dar mais visibilidade, se possível. Com isso, a aprendiz do Tauê, Kássia Tedoldi, quis fazer uma tatuagem em mim, por ser grata as minhas divulgações ou só porque sou um amorzinho. Deixando os motivos de lado, eu concordei e quis fazer em preto e cinza, o que me representa: livros e café. E o resultado foi maravilhoso e gostaria muito de um dia, poder fazer outras, porque ela não é mais aprendiz. Ela é tatuadora.


  Realizada no dia 13/06/2018, pela Kassia Tedoldi, na Reborn Tattoo Shop.











terça-feira, 17 de julho de 2018

Adeus, meu amigo

Segunda feira o dia amanheceu triste e sem cor. Meu melhor amigo de infância partiu. Não para outra cidade, estado ou país, mas partiu desse mundo para outro melhor, tenho certeza disso.
Demorei a escrever, não porque não tinha palavras para descrever nossa amizade, mas porque era e é muito difícil acreditar que você realmente não está aqui, que nunca mais vou ver postagens suas sendo feliz, como sempre mereceu.
Você é responsável pelas memórias mais incríveis da minha infância e me sinto honrada por esses 18 anos de amizade. Lembro das tardes andando de bicicleta, patins e skate, na vila, quando brincávamos de 3 cortes, copo d'água, Domingos Pinto Colchão (somente Carol vai entender essa), recorde, de quando a gente jogava golzinho, quebrava a porta da caixa de luz, com a bola e a tia Tetê gritava de longe: Matheeeeeeeeeeeeeeeeeeeus, das tardes na piscina de plástico, da gente empurrando Pedrinho, no seu carrinho de plástico, azul e laranja. D você na janela, querendo tomar banho de chuva com o pessoal e não podendo, mas feliz porque a gente estava se divertindo, de quando íamos jogar vídeo game e sempre colocávamos Zelda, porque a gente queria ver o cavalo comendo as cenouras ou colocar pokémon e jogar o mesmo torneio sempre, no seu famoso Nintendo 64. 

Desculpa se te magoei. Não, desculpa por ter te magoado. Obrigada pelas lembranças, gargalhadas, brincadeiras, diversão, piadas, carinho, choros e brigas, sendo que esses dois últimos, agora parecem sem importância e tudo pequeno demais. Você é meu melhor amigo. Devia ter dito mais isso, no entanto, sinto que agora é um pouco tarde. Vou te pedir um favor: se ver a minha avó, diga que estou com saudades. Ela vai cuidar de você, como sempre fez.

Obrigada por existir, por ter passado na minha vida, por ter sido meu amigo, por ser essa pessoa maravilhosa e por ser meu amigo sempre que precisei.
O mundo ficou mais sem graça e mais vazio sem você. Já sinto saudades.

Adeus, Matheus. Adeus, meu grande amigo e obrigada por me deixar participar de uma grande parte da sua jornada.












quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Conselhos do Futuro


 Às vezes me vejo pensando na pessoa que me tornei, nas decisões que tive que tomar, nas pessoas que já gostei que hoje não são mais minhas amigas, nas pessoas que eu já gostei pra namorar ou ter algo a mais, nas pessoas que eu não gostei e hoje são minhas amigas e até nas oportunidades que já deixei passar, por ouvir as pessoas erradas ou por ser sonhadora demais. Não que sonhar seja ruim, mas é sempre bom manter os pés no chão.
 Gostaria de voltar no tempo, mas não para mudar as minhas decisões, até porque são os erros que nos faz amadurecer e aprender, mas gostaria de me dar alguns conselhos, pra não agir de forma tão impulsiva ou infantil. O que eu, de hoje, poderia dizer para mim mesma com 19 anos?

“Hoje você está com vinte e nove anos. Não está casada, não tem filhos, não tem formação no ensino superior, ainda mora com a sua mãe, não trabalha na área em que estudou e no presente momento está desempregada. Tudo parece estar uma grande bosta, mas você está bem. Tem saúde, amigos, três diplomas técnicos, encontrou a sua paixão acadêmica e profissional, tem ainda a sua mãe e namora um rapaz maravilhoso. Mas por que estou aqui? Porque gostaria de falar algumas coisas que podem de te ajuda.
Os vinte anos passam rápido, então aproveite cada oportunidade, cada momento, mesmo que sejam ruins, porque são nos dias ruins que aprendemos mais, converse mais com a sua mãe, não ouça pessoas que te diminua e acabe com a sua autoestima, você é linda, inteligente, esforçada e não deixe que digam o contrário, siga seus sonhos, não se importa com o que as pessoas pensam a seu respeito, trabalhe com o que te faz feliz, estude o que te faz feliz, não mude sua essência, nem seu jeito de ser, por ninguém, se alguém pedir, siga o conselho do Scar ‘Fuja e não volte nunca mais’. Se a sua felicidade não interferir na vida de terceiros, seja feliz, namorados vêm e vão, ou seja, nenhum sofrimento é eterno, o mesmo vale para amigos, porém os que ficarem, valorize – os. Nem todo mundo é seu amigo, cuidado em quem confia, diga a sua avó que você a ama, diga isso todos os dias, abrace-a mais vezes, cuide da sua alimentação, cuide do seu corpo, mente e alma, esteja feliz com a sua aparência. De novo, não ouça a opinião alheia se for pra te colocar pra baixo. Não se importe em ficar sozinha, às vezes você se basta e muitas outras vezes, algumas pessoas não merecem sua companhia, leia o dobro do que você já lê agora, tenha paciência com a sua mãe, não fique com vergonha de chorar, isso não te torna mais fraca, não tenha vergonha de pedir ajuda ou de aceitar ajuda, peça desculpas quando estiver errada, não discuta quando estiver com raiva, escreva mais, seja mais segura de si, você é capaz de conquistar o mundo, só confie em si mesma, se alguém disser que você não é capaz, mande SE FUDER. Isso mesmo, SE FUDER! Guarde dinheiro, acredite você vai precisar, não seja radical sobre tudo, procure saber pelo que a pessoa está passando, tenha empatia, estude sempre, aprenda sempre, adote o Loki, confie na sua intuição, ela vai te livrar de muitas enrascadas, muitas mesmo. E por último e não menos importante, vai ter um determinado momento que você vai conhecer uma pessoa chamada Tauê. Dica de ouro: não espere até o final do encontro para beijá-lo. Mostre que você gosta dele e não tenha medo de se arriscar. Ele vai ser o melhor acontecimento do seu ano e tenha certeza que da sua vida também.”

sábado, 6 de janeiro de 2018

O voo

Em novembro, fiz uma viagem a Foz do Iguaçu (assunto para um próximo post), com direito a uma conexão em Congonhas. Admito que tenho um pouco de medo de voar, sempre fico tensa, ansiosa, com dor de barriga e até mesmo sem fome. E detesto, principalmente, voar na chuva, por algo chamado: TURBULÊNCIA! Quando entro no avião, penso em todas as séries, filmes e vídeos de YouTube, que tenha quedas de avião, começando pelo filme Premonição.
Após esperar pelo meu voo por cinco horas, pude refletir um muito (e mais um pouco) e percebi que não tenho medo de voar ou morrer (caso o avião caia), tenho medo de ir embora e não fazer tudo que tenho vontade e planejado.
Planejo muitas coisas a longo prazo e faço listas, com metas, para manter o hábito e porque gosto, sempre aproveitando o momento, o agora, mas quando entro no avião, penso nas pessoas que amo e o quanto falo pouco isso para elas, o quanto ainda quero estudar, aprender, crescer, a viver, a conquistar, a família que quero construir, as viagens que ainda quero e vou fazer. Morrer não faz parte dos planos, pelo menos não agora. E refletir sobre isso me faz pensar ainda mais sobre: aproveite o agora, mesmo com um futuro inteiro planejado, porque o medo não é de morrer. É de deixar tudo o que amo para trás e perceber que poderia ter feito mais. Muito mais.

domingo, 3 de setembro de 2017

Por que os mortos?

Nove meses atrás, me inscrevi num curso de Técnicas de Necropsia*e, cursei ele por seis meses. Em maio desse ano, me inscrevi em outro curso, de Tanatopraxia**. Sempre que falo o que estudo e com o que trabalho (com os mortos), ouço: "Você é maluca", "Você sente fome?", Você come dentro do laboratório?", "Sonha com isso não?", "Não tem medo?", etc.  Uma única vez, me perguntaram: "Mas por que os mortos?" e só soube responder: "Porque os vivos me perturba muito." Mas na verdade, não sabia exatamente a resposta para aquela pergunta. Nunca mais me perguntaram isso, porém hoje sei a resposta.

Quando morremos, a única certeza é que somos todos iguais.
A maioria das pessoas, em vida, tentam ser melhores do que as outras. O branco tenta ser melhor que o negro. E vice versa. Moradores se achando melhor que o porteiro, a patroa achando um absurdo a filha da empregada ganhe mais que a filha dela, sendo que ambas tem faculdade, porém a filha da empregada trabalha em três empregos. A pessoa que tem mais formação acadêmica que a outra ou uma posição social melhor. Hétero vs homossexual. Um querendo ser superior ao outro, mas quando morremos, vamos todos para o mesmo lugar.

Na minha mesa, onde deitou a rica, deitou o pobre, o negro, o branco, o homossexual, o hétero, o porteiro, a empregada, a filha a empregada e da patroa, o formado, o analfabeto... Todos tratados da mesma maneira. Todos tratados com os mesmos instrumentos. Sem tratamento especial, porque ali, ninguém é melhor do que ninguém.

Quando se trabalha com a morte ou próximo dela, percebe - se que perdemos muito tempo com coisas pequenas e nos lamentamos demais, quando apenas precisamos agradecer pelo o que temos. Tudo acontece por um motivo: desde a pessoa que entra na nossa vida, as que sai e as que mantemos por perto. A vida é curta demais pra guardar rancor com pessoas desnecessárias. Aproveite cada momento, cada instante, cada pessoa. Não julgue o próximo, você não sabe o que ele (a) passa, nem como vive, não conhece sua história de vida. Somos todos iguais, mas passamos a vida inteira tentando aprender isso, mas não conseguimos ou simplesmente não queremos. E quando nos damos conta, já estamos mortos. Tarde demais pra aprendermos qualquer coisa.

Por que os mortos? 
Porque é onde todas as pessoas são iguais e livre de julgamentos.



*Técnicas de Necropsia: Identificação de corpos, abertura, evisceração e fechamento de corpos, identificação de órgãos, projeteis e traumas, fixação de peças atômicas para exames posteriores, guarda e arquivamento temporário do material, armação e limpeza da mesa de necropsia e instrumental

** Tanatopraxia: são cuidados e tratamentos dispensáveis ao corpo após a morte. Ou seja, procedimento de preparação do cadáver para o velório ou funeral, assim o corpo não sofrerá pelo tempo solicitado pelos familiares e as decomposições naturais.




terça-feira, 29 de agosto de 2017

Nerdice² 2.0

O blog está voltando a ativa, após um tempo parado, por falta de tempo, dessa pessoa que vos fala.

Não sei se todos sabiam, mas eu tinha um segundo blog, com direito a uma página no Facebook, em parceria com um amigo. Entretanto, a página foi desfeita e o blog se manteve abandonado. Afim de continuar a escrever sobre o mundo Geek, resolvi fazer uma fusão e em vez de dois blogs, o Nerdice² ganha um espaço no Blog da Mari (sim, nome novo) e um upgrade: Nerdice² 2.0

Além do Nerdice² no blog, ao longo do tempo, vou apresentando, em textos, mais novidades em ideias que venho trabalhando e, claro ainda postando os textos usuais, sobre minha vida, dia a dia, pensamentos, personalidade e um pouco da minha alma, ou seja, muitas novidades, porém mantendo sempre, a essência desse humilde blog.

Obrigada sempre pela atenção e espero que gostem do que está por vir.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Recomeço

Começar do zero nunca é fácil. Ter que refazer planos, redirecionar sua vida ou até mesmo, se afastar de algumas pessoas, por motivos que só você vai julgar ser o certo.

Tenho um jogo no meu celular, Tap Titan 2, que quando você tem dificuldade de passar de fase ou não consegue mais avançar no jogo, aperta um botão e começa tudo de novo. Um pouco mais forte, com algumas vantagens e com mais experiência. A vida é mais ou menos assim, com uma pequena diferença: no jogo, você escolhe quando recomeçar. Na vida, ela não te dá opção.

Sempre fui uma pessoa precavida, em tudo. Sempre pensei nas possibilidades, nas metas, escolhas e como seguir, caso tudo desse certo ou errado. Por um breve momento, esqueci de me programar, caso tudo desse errado, por um simples motivo: ACHEI QUE NADA DARIA ERRADO. Adivinha?
Por motivos idiotas, sérios, fúteis ou por simplesmente achar que o tempo (o senhor de tudo), ajudaria a consertar o que deu errado.

Pela primeira vez, me vi perdida. Então, foi aí que notei algumas coisas.
Eu me acomodei: me larguei de mão, digo fisicamente (só olhar uma foto de índia que tenho no insta e vai saber do que estou falando) e principalmente, parei de pensar nos estudos, de me informar sobre a área que eu gosto - área da saúde- e não procurei os cursos que queria.

Esqueci como é seguir em frente, porém lembreu de algo que a minha vó sempre dizia: "Tudo acontece por um motivo. Muitas vezes não entendemos o porquê acontece, mas o tempo lhe dirá." Como qualquer mulher da família Souza, enxuguei as lágrimas, ergui a cabeça, usei a razão (a minha amiga de sempre) e comecei a listar tudo o que queria fazer e o quanto me custaria, fosse em tempo e em dinheiro.

As coisas deram errado. E daí? Começar do zero nem sempre é ruim. As vezes, quando tudo dá errado, foi feito pra isso mesmo, para alertar,para te acordar, te colocar nos eixos e mostrar o quanto você ainda tem potencial e principalmente, o quanto você está desperdiçando a porra da sua vida, se acomodando.

Objetivo do texto? Não tenha medo de começar do zero. tenha medo de nunca sair do lugar e perceber no final de tudo, que poderia ter conquistado o mundo.
E o mais importante: a única pessoa responsável pela sua felicidade é você mesmo.










quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Porque não basta só amar

Em outubro do ano passado, vi um vídeo que uma amiga minha, Joyce, me enviou. Eu achava que era um daqueles vídeos fofos, com gatinho cantando, mas não. Tinha um texto incrível e que nunca mais consegui esquecer. De tempos em tempo, revejo o vídeo, pelo simples fato de amar o texto. Não tem o nome do (a) autor (a), pelo menos não mostra nos créditos do vídeo. É um pouco triste e nem faço ideia porque gosto tanto. 


" Tudo começou com um simples beijo, era pra ser um relacionamento, como aquele filme 'Sexo Sem Compromisso'. Ele jamais imaginaria que ela seria o amor de sua vida e a mulher que ele sempre sonhou para ser a mãe dos seus filhos.

Eles eram muito felizes, mas como em todo relacionamento, enfrentavam momentos ruins e ele pela simples falta de experiência e maturidade, achava que esses momentos ruins era o fim do mundo. Quando ele a tinha, só enxergava os defeitos. Agora que a perdeu, olha suas infinitas qualidades.

Ela era linda, bem humorada, divertida, sabia se maquiar, tinha até covinhas. Beijava como nenhuma outra, tinha o sorriso mais encantador do mundo e até mesmo queria aprender a jogar LOL, Tibia e playstation, apenas para passar mais tempo ao lado dele. Eles tinham planos para o futuro infinito, até o primeiro cachorrinho já tinha nome: prazer Flarion! Pensavam nas viagens, cobiçavam a família que iriam construir com seus filhos, pensavam como seriam a casa que iriam morar e de repente tudo esquecido, por uma sequência de erros, ocasionada por uma coisa chamada: DESGASTE. 

Sim, brigas desgastam relacionamento e com eles não foi diferente. Ela muitas vezes era irritante e ele implicante. Ela era orgulhosa e ele mais ainda. Ela era egoísta e ele não suportava. Ela era de momentos e ele equilibrado. Mas independente de tudo isso, ela era a mulher da vida dele e um dia ele acabou esquecendo isso. Ele errou uma, duas, três, seis vezes. E ela perdoou. Ou não. Fingiu aceitar simplesmente, porque o amava muito e iria lutar todos os dias, contra si mesma, para conseguir esquecer os erros dele. Mas sem eles perceberem, ali o sonho chegara ao FIM. 

Fim é uma palvra forte e dolorosa. Ele viveram o extremo da tristeza, muitas noites sem dormir, muitos ataques de fúria, muitas loucuras, gritos, brigas, apertões e arranhões, mas também viveram o extremo da alegria. Muitos sorrisos, gargalhadas, beijos, abraços, olhares, conversas, noites agarrados no quarto dele e muitos, muitos momentos que deixavam aquela sensação de que passariam a eternidade juntos. Mas como eu disse: o sonho acabou.

Depois de seus erros, ele fez de tudo para trazê - la de volta. Tentou de todas as formas fazer com que ela voltasse a sonhar junto dele. Fez de tudo, para que ela não cometesse os mesmos erros que ele cometeu, mas nada foi o suficiente. Ela achou que poderia errar e falar na cara dele:' Você também errou.' Pois bem, ela estava valente e disposta a colocar um ponto final. Então, ela deu um passo a frente e não se importou com ele, um. só. segundo. Ela sabia que fazer aquilo, o destruiria de todas as formas possíveis. O coração dele ia parar de bater por alguns segundos, o corpo congelar, as lágrimas desceriam como uma tempestade e ela sabia disso. Ela sabia disso.

Ela sentiu saudades e o vazio que ele deixou no coração dela, nunca foi preenchido. Foi nesse momento que ela quis a qualquer custo voltar no tempo e não ter cometido os mesmos erros que ele. Ela fez de tudo para reconquistá - lo, mas o coração dele estava destruído demais para aceitar. Os dois, muito esgotados, se afastaram e não se falaram mais. O tempo foi passando e como passou rápido, criando uma distância entre os dois.

Sem saber o que fazer, ele deixou o tempo resolver tudo. Pois todo mundo diz que o tempo cura qualquer coisa, não é mesmo?! Ele até saiu algumas vezes, fez algumas viagens, bebeu uns gorós, mas ainda sentia dores fortes no peito. Então, ja que nada resolvia, ele ficou no canto dele, esperando as coisas mudarem com o passar do tempo.

Ela, eu não tenho ideia do fez, mas parecia estar feliz, com seu Twitter, seu Facebook, seu Instagram sempre bem atualizados. Poderia ser apenas fachada, iguais as redes sociais dele, mas como já disse, ela era uma garota de momentos e a chance dela estar feliz e curtindo a vida, era infinitamente maiores. O tempo passou e um dia pleo shopping ele subiu uma escada rolante, no meio da subida, ele congelou, o estômago embrulhou, começou a tremer perdeu os sentidos. Ele tentava puxar o ar, mas não conseguia. Ele queria gritar, mas a voz não saía e a primeira lágrima desceu. Dois segundos depois, outras trezentas desceram. Sabe por que tudo isso aconteceu? Porque ele lembrou dela. Ele lembrou que sempre ao subir uma escada rolante, ela corria para o degrau de cima, para poder abraça - lo forte."















sábado, 4 de fevereiro de 2017

Lá na curva o que é que vem?

E com as palavras da Princesa Leia que inicio esse post: "Pegue seu coração partido e faça dele arte."

Tive meu coração partido, mas sejamos sinceros, quem nunca? Nem todo final é feliz, porém o que importa são os recomeços. "Talvez o final feliz seja só seguir em frente"

Vejo em mim um grande defeito: ser muito transparente. Mesmo usando a minha grande e pesada armadura, pra tentar esconder quem realmente sou, para me magoar menos possível, não gosto de como algumas pessoas conseguem me ler, em segundos.
Me vi obrigada a ser forte. Minha vó me ensinou a ser assim. E a vida também. O que muitas pessoas não sabem é que: não somos constantemente de ferro! Precisamos de ombro amigo, colo, ficamos tristes, choramos e não somos auto suficientes. Quanto mais durões, mais sensíveis. Apenas demonstramos tanta força, porque temos uma reputação a zelar.

Sempre reclamo que o Universo nunca conspira a meu favor e quando ele finalmente me ouve, eu vacilo. Sou mestre em de fazer cagadas na vida. Acha que gosto? Não mesmo! É uma habilidade adquirida depois de tomar tanta porrada da vida. Eu sei que quando as coisas estão começando a dar certo por muito tempo, fico com medo, que em algum momento tudo dê errado. Muitas vezes não dá.

Já disse uma vez, em dois posts anteriores, que não sei perder, principalmente pessoas. As decisões que precisam ser tomadas, não são difíceis, são dolorosas, porém necessárias. Fico com receio das pessoas novas que entram na minha vida, seja pelo medo de fazer alguma besteira e perdê - las ou de me magoar novamente, entretanto é preciso arriscar e se jogar, afinal ninguém é igual a ninguém. Somos todos ferrados, procurando aquela paz de espírito e alguém que nos complete, nos transborde ou até mesmo, que sejamos apenas especiais.

Hoje, queria minha vó aqui. Ela saberia exatamente o que dizer, o que fazer, sem precisar falar muito e nem me contar seus problemas. Me escutar e conversar, pelos simples fato de querer me ajudar, sem ganhar nada em troca.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Coisas sobre a Mari

Ano novo, postagens novas! 2016 foi bem corrido e quase não consegui escrever, fosse por falta de tempo ou aquele famoso sentimento chamado: preguiça.

Esse ano, tudo vai mudar e como o primeiro post de 2017, nada melhor do que mostrar coisas a meu respeito, que poucas pessoas conhecem. Sim, eu tenho um lado fofo, apesar de sempre mostar meu jeito ogra, sincera e bruta. Então, resolvi listar as algumas coisas que gosto e partes da minha personalidade.

- Sou supernerd: gosto mesmo de livros, HQ's, mangás, filmes e séries. E vou querer debater sobre;
- Sempre vou comparar o livro com o filme. Só aceita.
- Amo tatuagens, mesmo que você ache que é coisa de maconheiro, vagabundo e puta. Caguei pra sua opinião!
-  Sou muito conhecida por ser ogra, falar o que penso (sem magoar ninguém, é claro), porém sou a pessoa mais sensível que você irá conhecer. Choro com comerciais bonitinhos, filmes românticos, dramas, filmes de ação e até animação. Pra ter uma noção, chorei em: O Rei Leão (Mufasa morrendo é triste demais), A Princesa e o Sapo, Star Trek: Além da Escuridão, Uma prova de amor, PS Eu Te Amo, etc.
- Gosto de conversar olhando nos olhos;
- Tenho uma risada alta;
- O que eu mais gosto em mim é meu sorriso. Acho minhas covinhas um charme;
- Pra se tornar meu amigo é muito difícil, mas quando se torna, é pra sempre. Te ajudo em qualquer coisa. Você me ganha na honestidade, porém, bastou um vacilo, pra me perder de vez.
- Sou vingativa. Não de fazer mal ou desejar, mas quando algo acontece pra pessoa que me prejudicou, não consigo sentir pena. Fico igual a Cersei Lennister, bebendo vinho, apreciando o estrago, quando ela explodiu o Septo de Baleor.
- Não tenho ciúmes de tudo e de todos, mas quando sinto ciúmes de alguém, é quase certo que está rolando alguma coisa;
- Não acho meu corpo bonito. Principalmente a minha bunda;
- Quando eu era criança, queria ser branca, porque não gostava da minha cor. Minha família era branca e eu me sentia deslocada. Até que a minha mãe sentou comigo e me disse: "Sua cor é linda. Eu queria ter a sua cor, muita gente vai a praia pra ficar com a sua cor. Eu pedi pra Deus pra você vir assim." Hoje sou apaixonada pela minha cor. Obrigada, mãe!
- Não me acho atraente, bonita, sexy e/ou gostosa. Sempre vou me ver como uma menina esquisita e que passo desapercebida pela multidão;
- Minha bebida favorita é café. A segunda é cerveja!
- Apesar de ser fitness, não abro mão das minhas gordices, de vez em quando;
- Minha autora favorita é Jane Austen;
- Meu filme favorito é Bastardos Inglórios;
- Sou romântica, sem ser melosa. Muito doce me irrita;
- Amo correr;
- Meu personagem favorito no Star Wars é o C3PO (não me pergunte o porquê);
- Amo viajar;
- Adoro ouvir os meus amigos, seja só para ouvir ou dar conselhos (quando eles pedem), mas gostaria que percebessem, quando preciso falar e eles apenas ouvir;
- Estou escrevendo um livro;
- Tenho um sonho de ser enfermeira;
- Hoje em dia não me vejo com filhos e nem casada;
- O primeiro lugar que quero ir, quando eu tirar meu passaporte, é Paris. O segundo é Londres.
- Quero pular de parapente, paraquedas, bungee jumping e fazer rapel;
- Quero aprender a tocar violão;
- Sinto saudades da minha vó. Todos os dias (mesmo que eu não transpareça)
- Fui criada por duas mulheres incríveis: Mulher Maravilha e Capitã Marvel;
- Estou com muita vontade de comprar um PS3, porém não tenho tempo para jogar;
- Tenho vontade de fazer boxe, mas também pole dance. E também Stiletto dance;
- Amo batom vermelho. E maquiagens em geral;
- Amo brincos grandes;
- Tenho vontade de aprender culinária Italiana e usar os amigos de cobaia;
- Não enxergo de longe. Então, se eu passar na rua e não te cumprimentar, foi porque não enxerguei;
- Odeio acordar cedo. Acordo de mau humor e se encher muito meu saco, começo a ter pensamentos psicopatas;
- Tenho playlist pra tudo na vida. Até pra lavar a louça;
- Minha loja favotita no shopping é a Saraiva;
- Sempre vou dar preferência a roupas que me deixam confortável, mesmo que eu não fique gostosa.
- Não tenho super herói favorito. Sou do tipo que se apaixona pelos vilões.
- Meu vilão favorito é o Wilson Fisk. Meu segundo é o Coringa;
- Meu diretor favorito é Tim Burton. Seguido por: Wood Allen e Guilhermo Del Toro;
- Não tenho paciência com pessoas mimadas;
- Amo o frio. Sol e calor apenas na praia.
- Amo cabelo grande, mas admito que o cabelo curto tem seu charme;
- Sou competitiva. Com os outros e comigo mesma;
- Odeio perder. Principalmente amigos;
- Sei pedir desculpas quando estou errada, mesmo que eu não suporte admitir que estou errada;
- Não sou inteligente, mas sou esforçada;
- Falo inglês. próxima língua que quero aprender é Francês;
- Já fumei cigarros, por dois anos. Parei por me sentir mal;
- Sempre tive medo do Fred Krueger. Crescer não fez esse medo passar;
- Também tenho medo de Bate Bola ¬¬
- Tenho um lado fofo que quase niguém conhece.

Tem muito mais coisas, que provavelmente esqueci. Se você lembrar de algo, só mandar nos cometários!

Beijos, Mari


























quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sete esferas. Um pedido.

Dia 21 de julho sempre será um dia especial. Se minha vó estivesse viva hoje, estaria completando 84 anos.

De manhã, eu iria abraçá - la e diria: "Parabéns, muitas felicidades, saúde, juízo e muitos anos de vida..." e ela iria responder "Não quero muitos anos de vida, já vi o bastante. Talvez nem passe desse ano." Sempre passava. Não ia querer presente, porém sempre pedia um talco. Falava que velho fede e ainda tem aqueles velhos que não tomam banho e que fedem ainda mais. Perfume para ela era um artigo de luxo, só usava quando saía. 

Um ano depois de sua morte, a sua falta é grande. Sempre que me sinto perdida, ouço a voz dela, com seus conselhos e esporros, que hoje em dia é quase sempre, porque eu ficava sem rumo de vez em quando, mas o que estou passando ultimamente não é de Deus. Ela fazia parte da minha alma e quando se foi algo dentro de mim foi arrancado - um pouco da minha alma, um pouco da minha essência. Além do mundo ficar preto e branco, vivo num paradoxo constante, porque os meses passam rápido, mas numa lentidão sem fim e tenho a sensação que ela morreu ontem. Dizem que o tempo cura tudo, só queria que dissessem quanto tempo é necessário, pois sempre me sinto sozinha, não que eu esteja de verdade. Tenho um marido que me ama, uma mãe atenciosa, amigos para me incentivar, para me dar conselhos, que acreditam em mim, mesmo quando eu mesma deixo de acreditar, que se importam comigo e principalmente, sentiriam a minha falta, caso eu morresse. 

Quando eu era criança, assista um desenho chamado Dragon Ball (pra ser sincera, assisto até hoje) e tinha as esferas do Dragão. Se você juntasse todas as sete esferas, poderia fazer um pedido ao Shen Long, o Dragão que realizava o seu desejo. 
Eu iria pedir minha vó de volta, sem dor e sem sofrimento, por apenas dois minutos. No primeiro minuto, falaria o quanto sinto a sua falta e quanto a amo. No segundo minuto, eu iria abraçá - la, até sentir a minha alma doer. Quando ela fosse embora novamente, as esferas seriam espalhadas pelo mundo, eu iria caçar todas elas novamente e faria o mesmo pedido. Porque por ela, vale a pena cada jornada, mesmo que seja por apenas um abraço. 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Vida de Suburbano

Ahhhhh... vida de pobre! Todos os dias passamos por situações que são corriqueiras, outras nem tanto. Pessoas endinheiradas, com toda certeza não passam e não dão valor ao que damos. Se nós somos tristes? As vezes, mas conseguimos encontrar a felicidade nas pequenas coisas e inspirada no dia a dia, resolvi listar algumas delas.

- Comer bem no início do mês, porque caiu o dinheiro do vale refeição. Até porque na metade do mês, voltamos para marmita; 

- Ouvir o barulho de Recarga Efetuada do RioCard, quando você está sem dinheiro para pagar passagem; 

- Correr atrás do ônibus é uma das coisas que faz você se sentir mais pobre, porém a felicidade vem quando você entra no ônibus e ele está vazio;

- PROMOÇÃO DE CERVEJA. Leva uma caixa por um preço e a segunda sai com 50% de desconto. Até arrepia. 

- Colocar uma roupa ou arrumar a mochila e achar dinheiro, quando menos esperava e quando mais precisa;

- Fazer o orçamento do mês, pagar as contas e sobrar dinheiro. Você fica feliz por ter sobrado, mas antes, ficou duas horas pensando "Qual conta deixei de pagar?"

- Passar o cartão de crédito e dar transação aceita;

- Pagar a última prestação. Seja no cartão ou no boleto;

- Comprar algo na loja, chegar no caixa para pagar e ele falar que está na promoção com 70% de desconto;




sexta-feira, 17 de junho de 2016

Cadê as borboletas?

Eu trabalhava numa empresa, no centro do Rio, na Cinelândia, para ser mais exata, como atendente de telemarketing. Da janela do nosso setor era possível ver uma parte da praça Mahatma Gandhi e sempre víamos casais que passavam por lá diariamente. Uma vez, vimos um casal sentado no banco, a mulher no colo dele, se beijavam constantemente, parando apenas para respirar. Ela levantava, ele a puxava de volta e se beijavam. Ela levantava de novo, conseguia se desvencilhar das mão dele, ele levantava atrás dela, a abraçava e eles se beijavam de novo. Na despedida ficavam de mãos dadas e mais beijos, até que cada um ia para o seu canto. As meninas do meu trabalho, costumavam dizer que casal que se agarra muito, dessa forma, dentro de um curto período de tempo, são amantes. Logo, precisam aproveitar todo tempo que tem. 

Hoje, eu ainda trabalho no centro do Rio, mas agora próximo a praça XV. Quando saio do trabalho, vou para o ponto de ônibus, que fica em frente ao fórum. E foi lá que vi um casal. A menina encostada na parede, o rapaz de frente pra ela e sempre se agarrando e beijando muito. A primeira vez que os vi, veio o pensamento das meninas do meu antigo trabalho. No dia seguinte, eles estavam lá, inclusive nos dias de chuva, que cada um estava com suas capas de chuva coloridas, aquelas que a gente costumava usar para ir a escola quando criança. Foi aí que pensei:"E se eles não são amantes e sim, um casal em início de namoro?" e estou pensando nisso até hoje. 

No começo, tudo é lindo. A saudade é constante, as mãos tremem, borboletas no estômago, aquele frio na barriga, ansiedade que antecede o encontro, a falta de concentração ao longo do dia, o sorriso que nunca sai do rosto, muito tempo fazendo sexo, até descobrir o que outro gosta, a timidez inicial... Ou seja, a pessoa é perfeita, incrível e a colocamos num pedestal. Intocável. Sem defeitos. Semana passada, um amigo meu, Victor Gabry, publicou uma crônica linda e dizia algo (claro, dentro de outro contexto), que me chamou muita atenção, pelo simples fato de concordar com ele. 

"(..) as pessoas se tornam imperfeitas e humanas conforme convivemos.O pedestal é o lugar em que colocamos aqueles que consideramos perfeitos - e normalmente essas pessoas não ficaram tanto tempo assim conosco."

Quando começa a convivência, passamos a enxergar os defeitos e com isso vem as brigas, os conflitos diários, os hábitos irritantes... E mesmo com tudo isso, a pessoa não deixa de ser perfeita, porque ela é perfeita para você e para sua vida, só não é mais perfeita para o seu pedestal. 
Com relacionamento ficando longo, ele ganha algo chamado rotina. Alguém percebe quando o namoro/casamento entra na rotina? Não que isso seja ruim, é muito bom ficar em casa vendo séries e comendo gordices. Ou ir ao cinema. Ou ir a uma festa de família. A questão é: As borboletas no estômago param quando a rotina começa, quando pensamos que já conquistamos a pessoa amada e não precisamos mais nos esforçar ou ela é exclusiva para o início do relacionamento quando tudo ainda é novidade? Convenhamos que a conquista é diária, para ambos. Cair na rotina é inevitável: faculdade, trabalho, cansaço, preguiça, futebol, corridas, academia ou até mesmo o sedentarismo. Adaptar- se é preciso. Ceder algumas vezes, também. 

Eu não sei vocês, mas quando vejo um casal apaixonado na rua, dou um sorriso leve e penso que eles tem sorte de estarem nessa fase inicial ainda e gostaria de sentir isso de novo, com a pessoa que eu amo (exceto quando estou de TPM, que olho e mando eles irem para um quarto, porque não obrigada). Quem não sente falta de um beijo roubado, de ganhar flores sem data especial, uma visita inesperada no trabalho, ser levada pra casa e comer besteira pelo caminho, ser musa de um poema ou tema de uma música (peguei pesado, mas tem pessoas que escrevem bem e tem o dom pra isso), ganhar um café da manhã na cama, pelo simples fato de ser especial, ser surpreendida. Deixando claro que isso vale pros dois lados. 

Mesmo depois de pensar muito, escrever esse texto, a pergunta ainda fica: E as borboletas, cadê?





quinta-feira, 12 de maio de 2016

Sexo frágil?

Por que nós mulheres temos tanto medo? Por que sempre pensamos muito antes de agir, quando se trata de nos protegermos? Por que nos escondemos quando choramos? Por que deixamos, muitas vezes, que abaixem nossas cabeças, como se fossemos submissas e inferiores? 

Desde que mundo é mundo, as mulheres sempre foram ensinadas que são inferiores, menores, sem valor, submissas, sem voz, feitas apenas para obedecer aos homens, a servi - lo da maneira que ele quiser e principalmente, como ele quiser. Uma vez estava lendo na internet e soube que em 1955, foi feita uma cartilha, "O Guia da Boa Esposa", com dezoito itens, dizendo como a mulher deveria cuidar da casa, como poderiam falar com seus maridos e até mesmo como agir. Alguns absurdos, como: 

"Tenha o jantar sempre pronto. Planeje com antecedência. Esta é uma maneira de deixá - lo saber que se importa com ele e com suas necessidades."

"Separe quinze minutos para descansar, assim você estará revigorada quando ele chegar. Retoque a maquiagem, ponha uma fita no cabelo e pareça animada." 

"Seja amável e interessante para ele. Seu dia foi chato e pode precisar que o anime e é uma das suas funções fazer isso."

"Minimize os ruídos. Quando ele chegar desligue a máquina de lavar, secadora ou vácuo. Incentive as crianças a ficarem quietas." 

"Você pode ter uma dúzia de coisas pra dizer para ele, mas a sua chegada não é o momento. Deixe - o falar primeiro. Lembre - se, os temas de conversa dele são mais importantes que os seus." 

"Não reclame se ele se atrasar para o jantar ou passar a noite fora. Veja isso como pequeno em comparação ao que ele pode ter passado durante o dia."

"Arrume o travesseiro e se ofereça para tirar os sapatos dele. Fale em voz baixa, suave e agradável." 

"Uma boa esposa sabe seu lugar"

Conforme o tempo foi passando, as mulheres foram lutando pelos seus direitos, para serem vistas como iguais, numa sociedade que até hoje é machista. Ainda julgada pela maneira que se veste, a cor do batom que usa, a maneira que se porta, por ser mãe solteira, as mulheres ainda estão longe da fim da luta pela sua tão sonhada igualdade. 

Algum tempo atrás, ouvi de uma pessoa, um homem no caso, que as mulheres não podem se vestir da maneira que quiser, nem andar a hora que quiser na rua, porque a mesma vai sofrer assédio ou até mesmo ser estuprada, porque os homens tem instintos, dos quais as mulheres não entendem e eles (homens) estão no direito de fazer isso. Eu tive uma conversa discussão com a pessoa e deixei meu ponto de vista esclarecido, mesmo que ele não concordasse, porém queria que ele soubesse como uma mulher se sente ao ouvir esse tipo de absurdo. 

Cerca de seis meses atrás, soube de um relato, sobre uma agressão que uma conhecida tinha sofrido. 
Essa menina trabalha numa loja de roupas e todo dia o pessoal faz uma vaquinha, para comprar o café da manhã. Ela foi comprar, junto com um rapaz, que todos sabem que ele tem um caso com a chefe do departamento e que constantemente, fecha os olhos ou passa mão na cabeça do rapaz, para as merdas que ele faz dentro da empresa. O mesmo sugeriu que fossem por um atalho, ela concordou e quando chegaram na rua do suposto atalho, ele a agarrou. Ela se debateu, bateu nele e conseguiu se desvencilhar. O rapaz pediu desculpas imediatamente, ela manteve a distância e disse para comprar o café da manhã e voltar. Na empresa, a menina estava diferente, calada, distante e com cara de choro. Quando as amigas, em quem ela confiava, perguntaram o que aconteceu e ela disse. Tentaram convencê - la a denunciá - lo, sem sucesso. Entretanto, conseguiram com que ela falasse com a chefe. Quando foi a sala da chefe, ouviu o seguinte discurso: "Você dá intimidade demais. Se ele fez isso com você, foi porque deu brecha ou deu a entender que ele poderia fazer isso com você. Se dê ao respeito, que ninguém mais fará isso." A menina foi embora para casa e ficou por isso mesmo. 

Alguns vão dizer que a culpa foi da menina que aceitou pegar o atalho, mas a verdade é, dando ou não liberdade, homem nenhum tem direito de te pegar a força. Nada justifica tal ação. Ouvir esse discurso de um homem é ruim, mas ouvir de uma mulher, numa posição de chefe, que deveria proteger duplamente, é desconcertante. Não devemos nos sentir seguras quando apenas estamos acompanhadas. Queremos respeito, direito de ir e vir, sair e chegar a hora que quiser, sem medo de sermos estupradas, de vestir o que quiser, sem ser julgadas ou assediadas. 

Se você sofreu ou sofre alguma agressão: DENUNCIE! Não tenha medo. Sabe essas moças, que você ouve falar, as feministas? Então, somos mulheres unidas, vamos ajudá - la da melhor maneira que pudermos, mas a partir do momento que não tem denúncia, dá chance deles fazerem de novo, seja com você ou com outras mulheres. Eu, sua amiga, sua vizinha, amiga da sua irmã... E ainda vão pensar que estão no direito, por sentirmos medo de denunciar. Não podemos deixar esses monstros a solta, achando que é normal agredir uma mulher. 

Não somos o sexo frágil
Vai ter luta sim!  

























quarta-feira, 11 de maio de 2016

Prioridades

Sempre tive muitos ciúmes, aqueles nada saudáveis, de vasculhar redes sociais e celular. Conforme o tempo, isso foi diminuindo, principalmente depois que comecei a namorar o Robson, atualmente, meu marido. Sempre entendi amizade entre homem e mulher, por mais que não parecesse. Até porque tenho muitos amigos homens dos quais são apenas amigos, sem segundas ou terceiras intenções. Quando namorava meu ex, Matheus, não conseguia entender sua amizade com sua amiga, Luciana, porém, quando terminamos, coloquei a cabeça e os pensamentos no lugar, percebi o quanto fui injusta com a amizade deles. Poderia e deveria ter sido mais compreensiva. 

O que mais tem no mundo são casais que brigam pelo passado alheio. Ou porque o namorado (a) é amigo (a) do (a) ex, ou porque simplesmente tem amigos do sexo oposto, sem vínculo de um relacionamento anterior. Todo mundo com quem nos relacionamos tem um passado e é preciso tentar, ao menos, compreender. Ao meu ver, aqueles que não acreditam nesse tipo de amizade, são pessoas que fazem amizades já com segundas intenções. podem planejar algo no começo ou a longo prazo, mas estão ali esperando o momento certo. 

Recentemente, reencontrei um amigo, de longa data, que me disse que não sente ciúmes e depois de muitas conversas, consegui enxergar da forma que ele enxerga e levei isso de não ter ciúmes para a minha vida. Claro, ainda não estou 100%, mas coisas que antes me incomodavam, hoje não incomodam mais. Ou apenas me importar com o que é realmente importante. Funcionou, pois estou me estressando menos, me sinto mais leve e sem a necessidade de controlar tudo a minha volta. Relaxar faz bem, principalmente quando é mentalmente relaxada. 

Então, qual é o limite da amizade? Isso sequer existe? Você realmente não se importa de deixar seu marido, namorado, companheiro, sair pra beber com os amigos, enquanto ele assiste ao futebol num bar, muito menos controla o horário, mas quando o mesmo não atende o celular e nem dá sinal de vida e chega de madrugada em casa, realmente é necessário existir um certo limite. Não pra mostrar quem manda, mas pelo simples fato do mundo estar perigoso e você precisa, no mínimo, saber se a pessoa está bem. 

Mas quando se trata da amizade do sexo oposto, onde estão os limites? Ninguém sabe! Quando o amigo (a) ganha mais atenção em determinados assuntos, isso tende a te incomodar e você passa a questionar a si mesmo: "Quem é prioridade nessa bagaça? A amizade ou eu?" Saber dosar a atenção é essencial e saudável, seja para você ou para o (a) companheiro (a). A melhor parte de tudo isso é quando todo mundo se torna amigo. Mais fácil de se sentir confortável em ajudar com os problemas dos outros, quando se tem ao menos uma certa intimidade. 

Eu sei a todo tempo quais são as minhas prioridades, seja nos estudos, trabalho, na vida e com os amigos, mas e você, sabe?













quarta-feira, 27 de abril de 2016

Forever Young

Que a verdade seja dita, só quando somos criança é que queremos crescer. Pensamos que aos 18 anos iremos sair de casa, que se pode ter muito dinheiro apenas trabalhando num emprego regular, que quando acabamos a escola não precisamos mais estudar. E quando crescemos, percebemos que fomos enganados, não pelo nossos pais, mas pela expectativa que criamos na vida adulta. Se a gente soubesse que crescer fosse assim, teríamos brincado mais. A única coisa que queremos quando adulto, é ter as contas pagas, entrar numa piscina de bolinhas, pular numa cama elástica e dormir por mais de 8 horas seguidas. 
Não estou em crise existencial. Apenas quando comemoro aniversário. Saber que está chegando nos 30 dá um certo nervoso, não pela idade, mas por ser algo novo. Ou a gente espera que seja.

O post de hoje é sobre uma conversa que ouvi e participei, entre duas alunas, na academia onde trabalho. Sempre quando estou no fim do expediente, fecho as coisas, pego meu livro da semana e sento na bicicleta horizontal e leio. Fico ali porque fica de frente para tv, caso queira ver um pedaço da novela e também fica de frente pro ventilador, já que na recepção é um pouco quente. A conversa começou sobre a nova fase da novela, Velho Chico, onde comentamos que a peruca do Antonio Fagundes ficou ridícula e Cristiane Torloni está envelhecida. Papo calcinha.
Uma das alunas perguntou se o pescoço da Cristiane estava realmente pelancudo ou era maquiagem. Respondi que a atriz tem uma certa idade e que os lugares do corpo que denuncia a idade são: pescoço, mãos, joelhos e pés. Retornei a minha leitura e as duas alunas ficaram conversando sobre procedimentos estéticos, uma dizendo que todos esses procedimentos são temporários e a outra falando que valia a pena. Essa mesma aluna que disse que valia a pena, virou pra mim e disse: "Não quero envelhecer". Eu comentei: " Tenho medo de nunca envelhecer". O silêncio caiu sobre nós.

Sejamos sinceros mais uma vez, a sociedade é cruel com as mulheres em relação a envelhecer. O homem pode envelhecer, tem liberdade  pra isso. Fica bem com cabelos grisalhos, ganha um porte diferente, as rugas ficam bem para seu rosto e as meninas novinhas, dão em cima (em algumas situações). Porém, a mulher de cabelo branco? Tem que pintar. Mulher engordar? Não mesmo. Tem que se cuidar e ficar sempre magra e esbelta. Fazer tatuagem depois dos 40? Não está velha demais pra isso? Com alguns desses questionamentos , que a mulherada (na grande maioria), não consegue não só aceitar a idade que tem, como o envelhecer também. ,
Não tenho medo de envelhecer. Não quero morrer cedo. Enquanto estiver lúcida e com saúde, não importa se tenho 80 ou 100 anos, quero viver.

Mulheres, no geral, não deveriam, em hipótese alguma, se importar com a opinião alheia, sobre envelhecer. Seja feliz com o que tem ou com que vai ter no futuro. Se acha que pode melhorar, melhore. Se está feliz com você mesma, continue sendo. Tenha medo da alma envelhecer, com os sentimentos de rancor, tristeza, sede de vingança, infelicidade.... Isso sim é velhice. Toda idade tem momentos bons e sabendo aceitar isso, será eternamente jovem.










 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Por que amo ler?

Ninguém cresce com aquela vontade imensa de ler. Isso se adquire com o tempo, dedicação e com algumas cobranças - ou incentivos -  dos pais.

Eu nunca gostei de ler. Minha mãe sofria pra que eu gostasse e nada que fizesse surtia efeito. Nem mesmo a escola. Em uma determinada série, fiz amizade com uma menina, que o pai dela era ator, diretor e roteirista de teatro e ficou abismado quando soube que eu não gostava de ler. Disse que era muito bom e que todos deviam aprender a apreciar uma boa leitura. Surtiu um efeito de leve em mim e passei a ir mais na biblioteca da escola, onde li O Mistério do 5 Estrelas e O Rapto do menino Dourado, de Marcos Rey, da coleção Vagalume e Ática, respectivamente. Porém, o verdadeiro amor pela leitura começou com Harry Potter. 

Na oitava série, fui ao cinema assisti Harry Potter e a Pedra Filosofal. na época eu amei o filme e uma amiga me disse que era baseado num livro. Sabendo que a vizinha tinha, pedi emprestado e o li em apenas em dois dias (levando em conta que só estudava, logo tinha tempo de sobra pra leitura). Foi aí que me apaixonei perdidamente por livros. Não sabia como fazer pra ler o segundo, pois a vizinha não tinha a coleção. Passei na livraria perto da escola, vi o preço do segundo livro e pensei, que se juntasse o dinheiro do lanche, por duas semanas, daria pra comprar. Foi o que eu fiz. Nunca passei tanta fome no recreio, mas valia a pena. 
Passado a duas semanas, com o livro na mochila, cheguei em casa, fiz o que tinha que fazer, minhas obrigações e no final da tarde comecei a ler. Primeira vez cheirando um livro novo, coração disparado, animação por continuar uma leitura desejada por duas semanas. Quando minha mãe chegou em casa, viu o livro na minha mão e perguntou como tinha conseguido. Disse a verdade e ela me encarou por um tempo. Pensei: "Estou encrencada". Ela sorriu, me olhou com um olhar de ternura e orgulho e disse: "Não precisa passar fome na escola. Quando quiser um livro novo, só me pedir que eu compro". Pedi o Prisoneiro de Azkaban e no dia seguinte ela tinha comprado. Depois disso não parei mais. Quando comecei a trabalhar, passei a comprar meus próprios livros, mas minha mãe ainda me dá alguns. Uma vez minha mãe disse para minha vó, que eu tinha muitos livros e que isso a deixava doida. Minha vó respondeu, calmamente:" Pensa pelo lado bom, Ruth. Ela poderia estar gastando com drogas". Nunca mais ouvi reclamação. 

Não sou uma pessoa que tem muito dinheiro, quero muito viajar para fora do país. Paris é minha maior vontade. quem me conhece, sabe dessa minha paixão por Paris.
Por que eu amo ler? Porque os livros me tiram da realidade, me fazendo viajar pra onde nunca imaginei que poderia ir.

Eu ajudei o Harry e seus amigos a destruir as Horcruxes e matar Aquele Que Não Deve Ser Nomeado. Fui a Terra Média, participei da reunião em Valfenda e lutei contra Orcs, para que o Frodo e o Sam conseguissem destruir o Anel. Visitei Forks e vi uns vampiros que brilham no sol. Ajudei Percy Jackson a salvar o Olimpo. Fiz o caminho de Santiago. Aprendi sobre alquimia. Resolvi casos em vários lugares com um detetive chamado Hercule Poirot. E viajei o mundo pra ajudar Robert Lagdon. Conheci de forma prazerosa o Quarto Vermelho da Dor e um homem muito, muito interessante chamado Cristian Grey. Me apaixonei pelo Mr Darcy, perdidamente. Vi a luta de Tristão e Isolda, para ficarem juntos. Acompanhei de perto ao lado da morte, a vida da Liesel e sua intrigante mania de roubar livros. Vi Woodbury no comando do Governador, lutei contra ele e sobrevivi a uma horda de zumbis. Lutei pelos direitos dos negros ao lado de Skeeter, Aibeleen e Minny. Vi anjos se rebelarem e brigarem, criando um verdadeiro Apocalipse, na terra. Vi o amor de um cachorro, Marley e seu dono. Corri pela minha vida, em um labirinto que se mexe, apenas pra tentar salvar a vida dos meus amigos, até porque C.R.U.E.L é bom. Vi o menino Soluço e seus Dragões. Ajudei a Suzannah a levar fantasmas pro seu devido lugar. Vi um homem se transformar no demônio, fazendo as pessoas contarem seus segredos mais profundos. Fiquei abismada quando vi um homem comprar um fantasma. Ajudei Mina Harker a se livrar do Drácula. 

Ainda tenho lugares pra estar. Pessoas pra conhecer. Amigos pra fazer. Guerras para batalhar.