quarta-feira, 2 de março de 2016

Cavaleiros do Zodíaco

Vamos deixar uma coisa bem clara aqui: NÃO GOSTO DESSE DESENHO.

Quando estou numa roda de amigos e começam a falar sobre desenho da infância, tem que falar Cavaleiros do Zodíaco. Armadura de Libra, as 12 casas (nem se é isso), os Cavaleiros mais fodas do desenho e por aí vai. 

Comecei assistindo por curiosidade, pra saber o que é. Assisti a saga de Hades em apenas um dia, até porque na época, o Cartoon Network fazia maratonas de desenhos. 
Depois de um tempo, assistia porque meu irmão gostava (e ainda gosta) muito. Mas a minha opinião não mudou e duvido que muito que mude. 

- Hyoga;

Não fede nem cheira. 

- Shiryu;

Algo que acho impressionante nele: luta, fica na merda, não consegue lutar, se cega e vence. Aí depois volta a enxergar. Como? Ele não fica cego do nada, ele fura o olho e volta a enxergar. 
Ele bem que poderia dar uma ajuda no SUS de como ele faz isso.

- Shun;

Pra começar, ele parece uma alegoria de carnaval, da Estação Primeira de Mangueira. E em todo o episódio (ou na grande maioria) ele fica chamando pelo irmão "morto". Ikkiiiiiiiiiiiiiiiiiii... Ikkiiiiiiiiiiiiiiiii... com voz de uma criança de cinco anos. Nada contra o cara sentir falta do irmão, mas o cara está morto, até onde o Shun saiba e ficar gritando o nome dele não vai trazê-lo de volta.

- Seiya;

Ele é o mais divertido de todos. Ele sempre enfrenta um cara em específico, fica meia hora de conversa (sim, porque todas as lutas tem um looooongo diálogo, assim como em Dragon Ball, Yu-Gi-Oh, entre outros), manda poder, mais conversa, mais poder, sendo que o Seiya apanha muito, a ponto de ficar destruído. Aí, ele tira força do cu e manda um poder BÁSICO. SIM, EU DISSE BÁSICO. E vence o cara. ELE VENCE O CARA!!! Ele apanhou o episódio todo pra mandar no final um PODER BÁSICO! POR QUE ESSE MONGOL NÃO MANDOU O PODER BÁSICO NO INÍCIO DA LUTA? ME POUPAVA DIÁLOGO, TEMPO, ENROLAÇÃO E FRUSTRAÇÃO.

Personagem bônus:

- Saori;

Sinceramente, não sei qual é a dela. Não sei se ela forte ou fraca, poderosa ou não, se sabe lutar ou não. Mas admito que ela tem um cabelo maneiro. 
Os Cavaleiros, estão lá, se matando (ou se cegando) pra tentar salvá-la, ela sempre com aquela voz calma, falando: "Cavaleiros, preciso de vocês, me ajudem.", eles conseguem, depois de muito sacrifício ajudá-la, ela vai lá e fala: "Obrigada, Seiya." Oi? Todos te salvaram, cabeçuda, teve pessoa se cegando, pra te salvar. Ele pode estar cego, mas não está surdo. Ele vai ouvir você agradecendo. 

 P.S: Admito que a música de abertura da primeira temporada é boa. Acho que é a única coisa que gosto do desenho.  















terça-feira, 12 de janeiro de 2016

12 de janeiro

Hoje é meu aniversário. 
E desde que me entendo por gente e quando comecei a entender o sentido da história, em todo aniversário acontecia a mesma coisa, principalmente quando caía em finais de semana. 

Minha avó me acordava, com água benta, me beijando, dizendo que deveria tomar café da manhã, com minha mãe e ela e aproveitar o dia, já que ele era meu. Se o telefone tocava, eu tinha que atender, porque certamente era pra mim (já que naquela época não existia Facebook para te lembrar, então quem te ligava no fixo, te parabenizando, era porque realmente sabia seu aniversário). 
Minha vó não dava os parabéns até dar 16:40, que foi a hora que nasci. Minha mãe aproveitava o café da manhã pra me dar meus presentes ou apenas presente. Almoçávamos juntas e sempre uma comida mega deliciosa, da dona Julia, que fazia questão de fazer o que eu gosto. E durante o almoço, sempre ouvia a mesma história: a do meu nascimento. 

Minha vó não fazia questão que eu nascesse, partindo do princípio que minha mãe era muito nova, ela achava que minha mãe não tinha capacidade de cuidar de uma criança. Acho que até a minha mãe duvidava dela mesma, mas assumiu o "fardo" mesmo assim. Meu pai não valia (ou vale) muita coisa, porém minha mãe nunca falou mal dele. Minha vó, às vezes. Entretanto, o rancor é meu, por crescer e entender o valor das mulheres que me criaram com tanto carinho, amor, esforço e força. 
Sempre começava com a minha mãe falando que quase de manhã, não conseguia dormir mais e levantou as 7 da manhã, que minha vó acordou e a viu caminhando pela sala. Perguntou se estava bem e ela disse que estava com uma dor enjoada que não passava. Minha vó disse: "essa pequena vai nascer, Ruth." Chamaram meu tio, que na época tinha carro, e foram para o Hospital Sírio e Libanês, na São Francisco Xavier. Descobriram lá, que o traste do meu pai, não pagava o plano de saúde fazia cinco meses e que não poderiam fazer nada por lá. Foram elas, pra Maternidade Pública Praça XV. As 16:40, eu nasci. 
Ouvi essa história, em todo aniversário, se não fosse no almoço, era a noite, na janta. Ainda tinha a parte que meu pai foi me ver e queria que a minha mãe, colocasse o sobrenome dele, quando fosse me registrar. Minha mãe disse: "Coloco sim. Mas você pagará pensão. Porque visitar, sem trazer nem uma fralda, realmente não dá. Logo, ela com seu nome, terá que me ajudar." E foi assim, que nunca mais ouvimos falar dele. Apenas registrada no nome da minha mãe. Gosto assim. 

A melhor parte, era que minha vó fazia um bolo de chocolate, simples, de Nescau e fazia um café fresco pra acompanhar. E ainda me deixava lamber a massa do bolo, enquanto ele estava assando.

Quando ela estava com câncer pela primeira vez, ela me disse que sou a neta que deu mais orgulho. Acho que acabei domando a fera, no final das contas.  

Por que estou contando isso? Primeiro aniversário que nada disse aconteceu. Não tem bolo simples. Nem história. Nem acordar com água benta. Tudo muito diferente, não que esteja ruim, mas era meio que uma tradição e senti falta. 

Vou precisar de tradições novas e deixar essas apenas na caixinha das lembranças boas. =')











segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Por que amo correr?

Primeiro post do ano de 2016!!! \o/ 
E por que não começá -lo falando sobre algo que amo fazer: correr! 

Quando falo que gosto, muita gente acha que é por estética que corro ou me chamam de maluca. 
Descobri quando minha vó faleceu, que ela era meu ponto de equilíbrio. Era o elo entre minha mãe e eu. A que fazia tudo dar certo, num equilíbrio perfeito. E quando ela se foi, percebi que passava muito tempo com ela, fazia muitas coisas com ela e conversava muito com ela. E todo meu equilíbrio se foi  junto com a minha velha. Precisei, então, encontrar um válvula de escape que não fosse outra pessoa, a não ser eu mesma. 

Então, comecei a correr. Por estética, pra emagrecer, para ganhar resistência e perder gordura. Até que eu notei que não conseguia ficar mais sem correr. 

Quando estou correndo, meus problemas somem. A corrida começa devagar, pra aquecer. A respiração vai ficando mais difícil, as panturrilhas e a barriga começa a doer. 
Depois tudo flui: o coração começa a bater no ritmo da corrida, a respiração entra em sintonia com o coração, a dor na barriga passa, a pista vira sua amiga, os problemas que você estava pensando enquanto se alongava, agora já sumiram. Seus pensamentos se misturam e você começa a pensar na música que está tocando nos fones de ouvido. Tudo se torna prazeroso: a brisa no rosto, o tempo correndo e a disposição que ganha a cada passada.Quando percebe, não tem mais nada na sua mente, a não ser uma sensação de alívio, dever cumprido,que pode enfrentar o mundo e que no dia seguinte, quer ter essa mesma sensação. 

Amo correr, porque ele é meu equilíbrio. Onde encontro a minha paz. Da mesma forma que a minha vó fazia. 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Comic Con Experience - CCXP 2015 #FoiÉpicoDemais

Já começo esse post pedindo desculpas, porque ele vai ser um pouco longo. Mas espero que leiam até o fim. 

Sobre o avião 

Vamos deixar uma coisa bem clara: NUNCA TINHA ANDADO DE AVIÃO NA MINHA VIDA!
Eu estava tranquila até conversar com pessoas que pegaram avião e me fizeram um terror psicológico, que quando cheguei no avião parecia que eu ia morrer do coração. Quando peguei o voo, foi bem tranquilo e o medo logo passou. A volta teve turbulência, não relaxei 100% e cada solavanco, me segurava na poltrona (como se isso fosse me salvar ¬¬).
Fomos pela AVIANCA e é uma ótima companhia. Não tivemos do que reclamar. 

Sobre São Paulo 

Sobre a cidade, não sei por onde começar. Então, vamos por parte. 

O metrô e trem são bem diferentes, começando por ter muitas linhas, pra todos os lados. Por tudo ser distante, quem não tem carro, tem que optar pelas baldeações entre estações. Do evento pra onde íamos ficar hospedados, na casa de uma amiga minha, pegamos quatro baldeações de metrô, uma de trem e um ônibus (o que acabou sendo divertido, porque assim aprendemos a andar por Sampa).

*Ponto positivo: você compra o bilhete no metrô, anda em quantas estações quiser e ainda pega o integração pra trem, sem ter nenhum custo adicional. Ou seja, conhece praticamente São Paulo inteiro, por 3,50. 

O metrô são mais rápidos do que no Rio de Janeiro e as pessoas obedecem sobre ficar do lado direito da escada rolante, para que o lado esquerdo fique livre, caso alguém esteja com pressa, possa subir ou descer, mais rápido.

*Fato inútil: estávamos no metrô da Consolação, sempre quando a mulher ia informar qual era a próxima estação, a música que tocava antes dela falar, parecia com o Link tocando a ocarina. Vai ver salvar princesa e quebrar vasos de planta na casa alheia, não está dando tanto dinheiro. Ou seja, não está fácil pra ninguém.

Lá não tem um clima o dia todo. Você chega com sol quente, do nada começa a chover, daqui a pouco está frio e quando você coloca o casaco, já está calor de novo. A única diferença da chuva de lá pro Rio de Janeiro, que aqui quando chove, continua quente. Lá chove e logo esfria. 
Quando vamos a grandes eventos aqui, como Bienal, RAC (Rio Anime Clube) ou eventos de futebol, as pessoas que vendem comidas e bebidas, geralmente são grossas e acham que estão te fazendo um favor. Em São Paulo não. Assim que chegamos na Comic Con, que fomos comer, era uma simpatia sem fim, que até estranhamos. Inclusive do lado de fora, quando fomos comer, numa lanchonete, próximo ao metrô de Jabaquara.  

Sobre a Comic Con - CCXP 

Vamos começar com o óbvio: FOI ÉPICO DEMAAAAAAAAIS!
Primeiro, antes de chegar no lugar principal, onde está acontecendo o evento, faz-se uma romaria. Caminho gigante a passos de procissão. 

*Parte positiva: quem ia falando as coisas no caminho, até a chegada e no evento, era o Goku. O que foi ótimo porque colocaram (uma vez) o cara que dubla o Naruto em português, que pelo amor de Deus, que coisa horrível. 

Pensa nas séries, animes, HQ's, autores, desenhistas, escritores, produtoras, autores, canais de filmes, Netiflix, DC, Marvel, Panini, JBC, Intríseca, livros, bonecos, bonecos exclusivos, roupas, copos, atores... tudo o que você mais gosta num lugar só e ao mesmo tempo? Exatamente! Não sabe onde vai primeiro e o que vê primeiro. É música tocando, personagens de todos os tipos a sua volta, cosplayers. 

*Parte Negativa: estava um tanto desorganizado. Tinha números limitados pra assistir o painel, avisaram a Evangeline Lilly muito em cima da hora e você nunca sabia onde estava as pessoas que você queria ver. Mudaram algumas programações, pela internet, na página oficial do evento ou até mesmo pelo facebook, sendo que muitos nem tinham acesso a internet, por não ser da cidade.

Os estandes estavam incríveis, com bonecos mais lindos que os outros (alguns estavam baratos, outros nem tanto. Assim como uns faziam jus ao preço, outros não), escudo do Capitão América, Urso Ted, Action Figures, entre muitos outros.
Como o filme do Star Wars vai estrear no dia 17/12, as pessoas estão empolgadas, então o que mais tinha no evento era cosplay de Star Wars. De Darth Vader até personagens do Despertar da Força.
Consegui o autógrafo do Mike Deodato, pro meu tatuador, Cris Pires. Eu estava mais nervosa que o próprio Cris, que vai ganhar seu quadrinho autografado. Danilo Gentili, passou do meu lado e vimos de longe a atriz, Anna Popplewell (a que fez Sesana Pevensie, em As Crônicas de Nárnia).
Infelizmente não consegui o autógrafo no meu Sin City, de Frank Miller, mas valeu a pena porque ganhei meu BB8, robô do Star Wars.

*Parte incrível: tinha um R2D2 andando pelo evento. Ele fazia barulho e rodava a parte de cima, como faz no filme. Simplesmente, incrível.  

Antes de postar as fotos, queria deixar um agradecimento especiaal a minha amiga, Irene Lima. Que nos hospedou, Robson e eu, com muito amor, carinho e dedicação. Vamos voltar a  São Paulo, com objetivo de conhecer a cidade e passar mais tempo com ela.  






































quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Coisas de Academia

Post de academia!!!!!!!!!!!
Não, não é dica fitness, sobre brigadeiro de Whey ou como fazer um bolo de batata doce. Estou bem longe de ser musa fitness ou panicat, mas quem sabe um dia chego lá! 
Deixando claro que estou aqui não para criticar nada relacionado a isso, mas apenas expor minhas ideias e coisas que vejo a minha volta, dentro da academia. Algumas acho engraçadas, outras estranhas e muitas eu olho e penso: "Que porra é essa!? O.o"


- Pessoas que passam maquiagem pra malhar. 


Vamos deixar claro do que estou falando: uma coisa é a pessoa de manhã se maquiar pra ir ao trabalho e chegar maquiada. Outra é a pessoa chegar na academia sem maquiagem, trocar de roupa e se maquiar pra malhar. Não é passar o básico, é se maquiar mesmo, com direito a sombra, rímel e delineador.
Sinceramente, comigo isso não daria certo. Porque nem pra suar como uma menina eu sei. Transpiro muito e, se eu passar maquiagem pesada, no fim do treino vou estar parecendo o Coringa.

- Homens que não malham pernas. 


Entendo totalmente que a natureza masculina, na academia, é voltada pros membros superiores. Assim como pras mulheres são os membros inferiores, na sua grande maioria. A mulherada não gosta de malhar braço, mas tem algumas que incluem na série, porque sabe que é necessário (eu, por exemplo, sou uma dessas). Mas os rapazes vem exagerando com o "Malhar perna é coisa de viado" ou "Não gosto de malhar perna". 
Amores, não é sobre gostar ou não gostar, ser coisa de viado ou não. É sobre ficar estranho.
Vocês ficam parecendo um sorvete casquinha ou o Sr Incrível. A mulherada pode achar bonito os braços grandes, barriga tanquinho, mas tenha certeza de uma coisa: elas vão reparar nas suas pernas. E pior: comentar com as amigas. Sabe o que penso quando vejo uma pessoa muito grande em cima, com as pernas muito finas: "Como as pernas conseguem suportar tanto peso, sem quebrar?"

- Roupas mega coloridas. 


Queria saber quem foi o gênio que pensou que todo mundo que vai a academia, gosta de vestir uma bermuda azul, com uma camisa rosa fluorescente e um tênis "laranja cheguei"? Pode malhar sim, sem parecer um ponto de referência no meio da musculação. 
Já percebeu a dificuldade de conseguir comprar um tênis pra malhar ou correr? São sempre uma mistura de cores tão psicodélicas, que a pessoa que o inventou, provavelmente, se inspirou no Windows Media Player. 
E quando você consegue, finalmente, achar um tênis com uma cor discreta, não tem o seu número. 

- Pessoas que pagam e não vão. 


Chegam super empolgadas, começam fazendo mil coisas, mas passou uma semana e você não o (a) vê mais, Depois de um mês a pessoa retorna , paga e continua não indo. ¬¬
Acho que a crise só está na minha casa. Se está sobrando, sinta-se a vontade pra depositar na minha conta bancária. 

- Homens que malham gemendo. 


Vamos a cena: o rapaz vai pro aparelho, coloca um peso um pouco acima do que ele aguenta, são 15 repetições, quando o cara chega no 10,ele não está aguentando mais o peso, então começa a fazer um som alto, como: uhhhhh (faz força), uhhhhhhh (faz força), uhhhhhh (faz força).
Meninos, só tenho uma coisa a dizer sobre isso: para. É feio. É vergonhoso. Não dá pra te defender. 
Todos a sua volta, por mais que não queiram, ficam constrangidos. Não sei explicar o motivo. Apenas pare. 

- Ocupar o aparelho para conversar. 


Fazer amizades é sempre bom. Num ambiente como academia, que você tem várias coisas sobre o que falar, é normal passar muito tempo conversando. Porém, o que não consigo entender, por que tem que fazer isso, sentada no aparelho? Mesmo que você tenha tempo pra malhar com calma, muitas pessoas não tem. Algumas malham num intervalo entre fim de trabalho e antes de começar a faculdade. Outras na hora do almoço. Outras de manhã, antes de ir pro trabalho. 
Então saiba, conversar não é proibido, mas não faça isso no aparelho e se uma pessoa pedir pra usar o aparelho, ceda e reveze com a (o) mesmo (a). 


E pra finalizar: se você se acha um (a) frango (a), magricelo (a) e que não chama atenção, se prepare que vou dar uma dica. 
Usa um aparelho que precise colocar anilhas e quando você for descansar entre uma série ou outra, derrube tudo no chão. Irá fazer um barulho muito alto, estridente e será impossível, não chamar atenção da academia inteira! 


Beijooooooos! 












segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sobre o ENEM

Sim, eu fui fazer aquela prova. Longa, sinistra e cansativa. Aquela prova é tão do capeta que nem os irmãos Winchester conseguem exorcizar. Nem com muito sal, nem com muito latim. 
Hoje, estou aqui pra falar sobre a prova, sobre coisas que acontecem todo ano e principalmente, por que essa prova é tão grande. 

No primeiro dia: você sai de lá como se tivesse saído de uma guerra. Grandes textos, dos quais muitas vezes, precisa reler, porque simplesmente não entendeu. 
No segundo dia: tem uma hora a mais de prova mais a redação. 
Quando você sai de lá, está igual a um zumbi, andando devagar, sem saber quem é, de onde é, qual é o seu nome.A única coisa de que você tem certeza é pra onde quer ir: casa! 

Eu sou do tempo que não existia ENEM.
Você tinha quatro opções de faculdades públicas: UERJ, UFRJ, UFRRJ e UFF. Cada instituição, tinha duas provas (a primeira e segunda fase). Você estudava muito e fazia todas elas. Quem passou, passou. Quem não passou, tentava no ano seguinte. 
Até que inventaram esse ENEM. Ele no início era maravilhoso, porque ele era uma prova normal, com o intuito de somar pontos pra te ajudar a entrar em alguma faculdade. 
Eram 60 questões, redação e você só fazia num domingo, as 13 horas. Normal. Nada demais. 

Mas apareceu alguém e teve a grande ideia de colocar o ENEM como a prova principal de todas as instituições (menos a UERJ, que ainda não adotou o ENEM e nem o SISU).
Então, inventaram o SISU para unificar e o ENEM  como prova principal pra todas elas. Aí eles tiveram mais uma brilhante ideia: que 60 questões, mais redação, num único dia estava muito fácil e qualquer um poderia entrar. Por que não fazer 180 questões e a redação? Mas tudo isso em um dia, os alunos iam perder suas cabeças: "Arranquem as cabeças, arranquem as cabeças." 
Foi aí que perdemos nosso final de semana. Afinal, ninguém faz nada no final de semana mesmo, a não ser ficar em casa comendo gordice e assistindo Netflix. 


Coisas que acontecem todo ano:

-  Pessoas atrasadas.

Como todo ano as pessoas conseguem chegar atrasadas? Seria pra aparecer na tv? Assim, a prova ela é no horário da tarde, pro pessoal que mora na roça no Norte e Nordeste do país, consigam chegar a tempo pra prova. 
Uma vez, vi uma reportagem na tv, sobre uma menina que morava no Acre e ela ia fazer a prova. Ela pegou uma charrete, pra chegar até um rio, de lá pegou uma canoa, pra chegar na outra margem e depois andou por 8 km, pra chegar na escola e estava na porta às 10 horas da manhã. Ou seja, ainda ficou esperando por 3 horas. A MENINA PEGOU UMA CANOA E ANDOU POR 8 KM!!!!!! 
Aí vem uma menina, toda maquiada, arrumada que sai meio dia de casa, chega atrasada e ainda diz que a culpa foi do trânsito. SAI CEDO DE CASA! 

Não sabe onde é a prova? Procura no mapa. 
Ainda assim não sabe onde é? Tira um dia pra conhecer o caminho. 
No dia acorde cedo, se arrume e saia nem que seja 4 horas antes. Melhor esperar o portão abrir do que correr, vendo ele fechar. 
Não tem desculpa, até porque se fosse um show do seu cantor favorito, você estaria acampando na fila. 


- Lanches gigantescos. 

Eu entendo mesmo a necessidade de levar lanche,até porque a prova é longa e você precisa de uma distração, mas o que as pessoas fazem é um absurdo. Vai de piquenique a distribuição de São Cosme e Damião. 
Teve uma menina que entrou na sala com uma sacola de supermercado. Somos instruídos a deixar o lanche ao lado da cadeira, fora do saco. A menina tirou três pacotes de biscoito, dois sacos de jujubas, uma de delicado, duas barrinhas de chocolates, cinco saquinhos de amendoim, uma água, coca cola em lata, um guaraviton e um suco (sempre bom ter o que escolher).
Meu bem, isso é a prova do ENEM. Não o The Walking Dead. Não precisa pegar seu estoque de comida, pós apocalíptico. Amanhã ainda vai ter humanidade e, caso não tenha, você não irá precisar fazer o segundo dia da prova.   
Estou pensando seriamente em levar no próximo ano um lanche do McDonald's . 


Parte positiva da prova: O tema da redação. Amei. lindo demais. Tive tanta coisa pra falar, que pela primeira vez, não precisei aumentar a letra e nem contar linhas. 


















quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Nova Corrida - Run The Night

Então, já haviam me avisado: " Correu uma vez, não para mais. Vicia." 
E é verdade. Já saí de lá com vontade de me inscrever em outra. Olhei alguns sites, algumas corridas e me inscrevi em uma pra novembro. Já estou treinando e querendo que chegue logo.


Observação: ser viciada em corrida é a mesma coisa que ser viciada em tattoo. Você sai de uma corrida querendo saber quando é a próxima e dependendo da corrida ou tattoo, algumas são baratas outras não! 





segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Corrida Feminina McDonald's 5K - M5K

Ontem foi o dia da minha corrida de 5 km. E hoje estou vindo aqui pra dizer como foi esse grande evento na minha vida. Mas antes vou explicar como começou o amor pela corrida. 


COMO TUDO COMEÇOU

Eu trabalho numa academia. Malho e faz parte da minha série ter parte aeróbica. Sempre quis correr como aquele pessoal da antiga, mas nunca tive muito fôlego.
Comecei caminhando rápido, mas nunca corri. Até que um dia eu conheci um aluno, Tom Moza. Corredor, participa de várias competições e me perguntou porque eu não corria. Expliquei o porquê e no dia seguinte ele me mandou um esquema pra iniciantes e começar correr as poucos. Se chamava "Correr 5km em 8 semanas." Fiz feliz da vida, duas semanas, até que na terceira dizia: "corrida leve 5 min; 5 min de corrida leve / 5 de trote alternando 6 x", mas eu não consegui correr leve nem dois minutos. Na esteira também não. Desisti e foquei na musculação. 
Até que uma amiga minha, Juliana Martins, um mês depois da minha desistência, disse que eu deveria continuar tentando, mesmo com trote ou caminhada rápida. Então, voltei. Só caminhada rápida. 
Um professor do trabalho, Álvaro Pinhal, resolveu gravar um vídeo enquanto eu caminhava na esteira, então eu disse que iria correr pra gravar o vídeo. Durou certa de 40 segundos e quando acabou o vídeo, continuei correndo até ver o quanto eu aguentava e veio a surpresa: corri por 10 minutos seguidos sem cansar. Fiquei feliz e passei a correr todo dia na mesma velocidade, até que consegui correr 25 minutos seguidos, que foram 3,5 km. 
Uma aluna, Simone Leandro, que também corre e participa de competições, me incentivou a correr e a me inscrever numa corrida, sem pressão apenas pra tentar. Foi o que eu fiz.

SOBRE A CORRIDA 

Começou as 7 da manhã, logo acordei as 5. 
Foram 6 mil inscritas. 
Por ter uma corrida no Aterro, peguei trânsito em pleno domingo e cheguei bem em cima da hora (já cheguei aquecida).

Observação: muita gente foi pro evento tirar foto, dizer que foi e CAMINHAR. Não ligo pra que caminhe, contanto que não atrapalhe quem quer correr, que era o meu caso. Escolha um lado e ande.

Do Copacabana Palace até o Forte, eram 2,5 km e levei de boa, mas a volta foi um pouco mais cansativa. Consegui correr até o km 4 e depois caminhei rápido por 500m e voltei a correr. Consegui terminar a corrida: cansada, com sede, suada, feliz, satisfeita e querendo saber quando correria a próxima. Meu tempo não foi dos melhores, mas o que importa é que eu consegui finalizar a primeira corrida de muitas. 


Véspera da corrida, com o kit. 
Logo depois de acabar a corrida. 

Encontrando as alunas da academia, Simone (de boné) e Raquel.






Medalha linda e xodó!