segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Felicidade do dia #04

Um dos maiores medo de uma mulher é subir na balança. Principalmente aquelas que se matam a semana inteira na academia, ficam na dieta e quando sobem na balança, perdeu 200 gramas. Porém, bastou olhar para um sonho na padaria, num domingo, engordou 2 quilos. Posso ser ogra, mas sou mulher e tenho medo da balança também. Fujo dela igual o diabo foge da cruz. 

Mês passado, ainda não malhando sério, resolvi subir e não gostei do que vi. O que antes já estava desanimada, consegui ficar pior. Quando você pensa que não pode piorar, saiba que sempre pode. E foi daí que tirei a força de vontade. Troquei a minha série, tentando a voltar a correr, fazendo HIIT (treino Intervalado de Alta Intensidade) e mantendo a alimentação saudável. 
Comecei a reparar que algumas roupas estão ficando mais largas, principalmente as bermudas e me sinto menos inchada. Conclusão: tive que criar coragem e subir na balança. E por ter feito isso que tem o post de segunda feira. Menos 3,300 kg. Parece besteira, mas quando se trata de auto estima, 3,300 kg já me sinto Gabriela Pugliesi. (se não sabe quem é, favor procurar no Google)

Felicidade do dia? Estar pesando 77 quilos. 

Felicidade do dia #03

Eu sei que deveria ter postado na sexta feira, mas como não achei nada de feliz no meu dia e estava com humor insuportável, desde quinta, achei melhor escrever dois posts hoje. Um para sexta e outro para hoje. A felicidade pode não ter sido na sexta, mas o importante é acordar no dia seguinte disposto a fazer seu dia valer a pena.

No final de semana, não fiz nada além de assistir filmes clássicos e por as séries em dia. Li alguma coisa, apenas porque fiquei cansada de assistir tanto tempo de televisão, mas a felicidade veio em algo simples e que sofro muito pra manter nos finais de semana: a dieta!
Sempre tem refrigerante, gordices e doces, mas não nesse e espero que nem nos próximos. Consegui tomar o café da manhã na disciplina, almoço sempre com alimentos integrais e verduras, sem refrigerante ou bebidas ricas em açúcar, comi bastante frutas e bebi bastante água. Até mesmo quando queria acabar com o mau humor, enfiando o pé na jaca, comendo uma batata frita com calabresa, não consegui, pois o lugar onde compro estava sem batata. Sinal divino dizendo: "Larga de ser trouxa e fica na dieta." E fiquei.

Felicidade do dia? Foco.


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Felicidade do dia #02

Sei que o acordo era postar nas segundas, quartas e sextas, mas como ontem foi feriado e estava sem internet, irei postar hoje a felicidade do dia, de ontem.

O feriado além de cair no meio da semana, caiu também antes da data de pagamento, ou seja, sem dinheiro.Portanto, a melhor coisa a se fazer é ficar em casa, assistindo filmes e séries. Uma lista de filmes como: O Guarda Costas, A Era do Gelo 5, 13 Horas e a Quinta Onda. Posso dizer que assisti a todos muito bem acompanhada e sim, com gordice.

Mas algo que me deixou bem feliz foi que tirei um tempo para me cuidar. Tirar o esmalte descascado, fazer a sobrancelha que estava precisando muito, mas não fazia por preguiça, fazer limpeza de pele, massagem no cabelo e passar um creme relaxante no corpo. Me senti uma princesa e o melhor, me senti linda, tanto que hoje estou de batom. E pensei que, poderia sim me cuidar mais, não só com as corridas e musculação, mas com maquiagem, brincos, anéis e cuidar mais do meu cabelo, até porque estou deixando ele crescer. Quero estar linda e me sentir assim.

Felicidade do dia? Auto estima.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Felicidade do dia #01

Eu trabalho como recepcionista, numa academia, no centro do Rio de Janeiro. Vejo muita gente por dia. Algumas alunas se tornaram minhas melhores amigas, como a Lohraine, Luciana Lobão, Simone Leandro, que me inspira nas corridas, sempre fala para dar o melhor de mim e que o importante é terminar a corrida, não importa o tempo. Dedico as minhas medalhas a ela, por ter me introduzido no mundo das corridas e por me deixar mais pobre do que já sou, com tantas inscrições. Tem a Raquel Pâmela, que sempre dá dicas de comidas fitness, mesmo quando a mesma se joga num prato de feijoada, no final de semana. Compartilha com o grupo notícias sobre saúde, alimentação, exercícios, desafios, suplementação e blogueiras fitness. Por último e não menos importante, Cristiane Quadros. Ela é a pessoa mais focada do grupo. Se mantém na dieta, fica triste quando tentam sabotá - la e corre todos os dias - ou o máximo de dias que conseguir. Elas são as responsáveis por me servir de inspiração  para o dia a dia e me ajudam a manter o foco. Melhor: ajudamos umas as outras. 

Recentemente, entrou uma aluna na academia, que tem problemas de coordenação motora. Ao contrário do que pensam, isso não a faz triste ou frustrada. Disse que queria voltar a fazer musculação, porque a ajuda a controlar melhor a coordenação. Chega com um sorriso no rosto, muito educada e faz o dia ficar melhor. Não é porque possui limitação que vai deixar de fazer o que gosta ou que faz bem. Ela vai a academia todos os dias. Todos. Os. Dias. 
Isso me faz pensar na vida e principalmente, nas minhas atitudes, porque enquanto estou com preguiça de ir a academia e dando desculpas esfarrapadas para faltar, ela mesmo com todas as desculpas, vai com um sorriso no rosto e bom humor invejável. 

Alegria do dia? Inspiração. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O beijo do Dementador

Você percebe que a sua vida não vai bem quando começa a usar frases populares para encontrar algum sentido na vida ou apenas uma filosofia.

Esse ano tem sido bem ruim e o mês de Agosto - lento e sem fim - veio pra acabar de pregar o caixão. Não há necessidade de falar sobre os meus problemas, as pessoas mais próximas estão cientes e é isso que importa. Não precisa ficar preocupado, não é nada grave como doença em fase terminal, apenas muitas mudanças em um espaço curto de tempo. Aí vem as frases: "Mudanças são boas" e "Há males que vem para o bem." Sinceramente, não tenho nada contra mudanças, mas quando gosto da minha rotina, elas não são bem vindas. Ah! Ainda tem aquela frase "Deus não dá uma cruz maior do que podemos carregar". Certamente Ele me acha forte pra enfrentar tudo que estou passando, mas não precisava me confundir com o Rambo.

Um amigo me disse mais de uma vez que, pensar demais no futuro traz expectativas e frustrações desnecessárias. Porque você fica chateado por algo que desejou e não saiu do seu jeito. Viva o dia como se fosse o último.
Dois anos trás diria que ele é maluco, mas hoje, faz um certo sentido e uso isso para conseguir levantar da cama todos os dias.

Ultimamente, tenho agido da seguinte forma. Sabe quando chega a segunda feira, volta toda a sua rotina de estudo e trabalho e a única coisa que você queria era voltar no final de semana, pra dormir mais ou fazer maratona de série, então você finge estar de bom humor e no fim do dia começa a ficar? Exatamente isso que eu faço. Finjo estar bem que no fim do dia estou bem. Ou não.

Não tenho muito do que reclamar, tenho tempo de por minhas séries em dia, de ler livros, ler meus mangás, ver anime, malhar, correr e falando assim parece que meu dia tem 48 horas. Só preciso me acostumar a nova fase, sem saber se ela vai continuar sendo nova, temporária ou definitiva. É preciso ter calma e esperar. Em falar em esperar, o tempo é meu mais novo melhor amigo. A gente não se dá muito bem, porém ele é muito compreensível comigo, que insisto em ser afobada.

No exato momento, ainda tenho minha essência, porém me sinto vazia. Apenas vazia. Recebi o beijo do Dementador. E ainda estou tentando lidar com isso, um dia de cada vez. Quando estamos tristes, tende - se a olhar para o lado negativo da vida. Sempre que me vejo surtando por coisas pequenas ou com o que não preciso, falo comigo mesma: "Relaxa. Não precisa controlar tudo e todos a sua volta. Respira fundo. Relaxa os ombros. Se importe menos com as coisas bobas. Releve. Viva a sua vida"

Afim de diminuir a tristeza, mágoa, raiva, ansiedade e depressão, me propus a olhar o lado bom do dia ou da vida e irei escrever sobre, aqui no blog, todas segundas, quartas e sextas. E nas terças e quintas, irei escrever matérias no blog do Nerdice².

Beijos, Mari ;)















quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sete esferas. Um pedido.

Dia 21 de julho sempre será um dia especial. Se minha vó estivesse viva hoje, estaria completando 84 anos.

De manhã, eu iria abraçá - la e diria: "Parabéns, muitas felicidades, saúde, juízo e muitos anos de vida..." e ela iria responder "Não quero muitos anos de vida, já vi o bastante. Talvez nem passe desse ano." Sempre passava. Não ia querer presente, porém sempre pedia um talco. Falava que velho fede e ainda tem aqueles velhos que não tomam banho e que fedem ainda mais. Perfume para ela era um artigo de luxo, só usava quando saía. 

Um ano depois de sua morte, a sua falta é grande. Sempre que me sinto perdida, ouço a voz dela, com seus conselhos e esporros, que hoje em dia é quase sempre, porque eu ficava sem rumo de vez em quando, mas o que estou passando ultimamente não é de Deus. Ela fazia parte da minha alma e quando se foi algo dentro de mim foi arrancado - um pouco da minha alma, um pouco da minha essência. Além do mundo ficar preto e branco, vivo num paradoxo constante, porque os meses passam rápido, mas numa lentidão sem fim e tenho a sensação que ela morreu ontem. Dizem que o tempo cura tudo, só queria que dissessem quanto tempo é necessário, pois sempre me sinto sozinha, não que eu esteja de verdade. Tenho um marido que me ama, uma mãe atenciosa, amigos para me incentivar, para me dar conselhos, que acreditam em mim, mesmo quando eu mesma deixo de acreditar, que se importam comigo e principalmente, sentiriam a minha falta, caso eu morresse. 

Quando eu era criança, assista um desenho chamado Dragon Ball (pra ser sincera, assisto até hoje) e tinha as esferas do Dragão. Se você juntasse todas as sete esferas, poderia fazer um pedido ao Shen Long, o Dragão que realizava o seu desejo. 
Eu iria pedir minha vó de volta, sem dor e sem sofrimento, por apenas dois minutos. No primeiro minuto, falaria o quanto sinto a sua falta e quanto a amo. No segundo minuto, eu iria abraçá - la, até sentir a minha alma doer. Quando ela fosse embora novamente, as esferas seriam espalhadas pelo mundo, eu iria caçar todas elas novamente e faria o mesmo pedido. Porque por ela, vale a pena cada jornada, mesmo que seja por apenas um abraço. 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Vida de Suburbano

Ahhhhh... vida de pobre! Todos os dias passamos por situações que são corriqueiras, outras nem tanto. Pessoas endinheiradas, com toda certeza não passam e não dão valor ao que damos. Se nós somos tristes? As vezes, mas conseguimos encontrar a felicidade nas pequenas coisas e inspirada no dia a dia, resolvi listar algumas delas.

- Comer bem no início do mês, porque caiu o dinheiro do vale refeição. Até porque na metade do mês, voltamos para marmita; 

- Ouvir o barulho de Recarga Efetuada do RioCard, quando você está sem dinheiro para pagar passagem; 

- Correr atrás do ônibus é uma das coisas que faz você se sentir mais pobre, porém a felicidade vem quando você entra no ônibus e ele está vazio;

- PROMOÇÃO DE CERVEJA. Leva uma caixa por um preço e a segunda sai com 50% de desconto. Até arrepia. 

- Colocar uma roupa ou arrumar a mochila e achar dinheiro, quando menos esperava e quando mais precisa;

- Fazer o orçamento do mês, pagar as contas e sobrar dinheiro. Você fica feliz por ter sobrado, mas antes, ficou duas horas pensando "Qual conta deixei de pagar?"

- Passar o cartão de crédito e dar transação aceita;

- Pagar a última prestação. Seja no cartão ou no boleto;

- Comprar algo na loja, chegar no caixa para pagar e ele falar que está na promoção com 70% de desconto;




sexta-feira, 17 de junho de 2016

Cadê as borboletas?

Eu trabalhava numa empresa, no centro do Rio, na Cinelândia, para ser mais exata, como atendente de telemarketing. Da janela do nosso setor era possível ver uma parte da praça Mahatma Gandhi e sempre víamos casais que passavam por lá diariamente. Uma vez, vimos um casal sentado no banco, a mulher no colo dele, se beijavam constantemente, parando apenas para respirar. Ela levantava, ele a puxava de volta e se beijavam. Ela levantava de novo, conseguia se desvencilhar das mão dele, ele levantava atrás dela, a abraçava e eles se beijavam de novo. Na despedida ficavam de mãos dadas e mais beijos, até que cada um ia para o seu canto. As meninas do meu trabalho, costumavam dizer que casal que se agarra muito, dessa forma, dentro de um curto período de tempo, são amantes. Logo, precisam aproveitar todo tempo que tem. 

Hoje, eu ainda trabalho no centro do Rio, mas agora próximo a praça XV. Quando saio do trabalho, vou para o ponto de ônibus, que fica em frente ao fórum. E foi lá que vi um casal. A menina encostada na parede, o rapaz de frente pra ela e sempre se agarrando e beijando muito. A primeira vez que os vi, veio o pensamento das meninas do meu antigo trabalho. No dia seguinte, eles estavam lá, inclusive nos dias de chuva, que cada um estava com suas capas de chuva coloridas, aquelas que a gente costumava usar para ir a escola quando criança. Foi aí que pensei:"E se eles não são amantes e sim, um casal em início de namoro?" e estou pensando nisso até hoje. 

No começo, tudo é lindo. A saudade é constante, as mãos tremem, borboletas no estômago, aquele frio na barriga, ansiedade que antecede o encontro, a falta de concentração ao longo do dia, o sorriso que nunca sai do rosto, muito tempo fazendo sexo, até descobrir o que outro gosta, a timidez inicial... Ou seja, a pessoa é perfeita, incrível e a colocamos num pedestal. Intocável. Sem defeitos. Semana passada, um amigo meu, Victor Gabry, publicou uma crônica linda e dizia algo (claro, dentro de outro contexto), que me chamou muita atenção, pelo simples fato de concordar com ele. 

"(..) as pessoas se tornam imperfeitas e humanas conforme convivemos.O pedestal é o lugar em que colocamos aqueles que consideramos perfeitos - e normalmente essas pessoas não ficaram tanto tempo assim conosco."

Quando começa a convivência, passamos a enxergar os defeitos e com isso vem as brigas, os conflitos diários, os hábitos irritantes... E mesmo com tudo isso, a pessoa não deixa de ser perfeita, porque ela é perfeita para você e para sua vida, só não é mais perfeita para o seu pedestal. 
Com relacionamento ficando longo, ele ganha algo chamado rotina. Alguém percebe quando o namoro/casamento entra na rotina? Não que isso seja ruim, é muito bom ficar em casa vendo séries e comendo gordices. Ou ir ao cinema. Ou ir a uma festa de família. A questão é: As borboletas no estômago param quando a rotina começa, quando pensamos que já conquistamos a pessoa amada e não precisamos mais nos esforçar ou ela é exclusiva para o início do relacionamento quando tudo ainda é novidade? Convenhamos que a conquista é diária, para ambos. Cair na rotina é inevitável: faculdade, trabalho, cansaço, preguiça, futebol, corridas, academia ou até mesmo o sedentarismo. Adaptar- se é preciso. Ceder algumas vezes, também. 

Eu não sei vocês, mas quando vejo um casal apaixonado na rua, dou um sorriso leve e penso que eles tem sorte de estarem nessa fase inicial ainda e gostaria de sentir isso de novo, com a pessoa que eu amo (exceto quando estou de TPM, que olho e mando eles irem para um quarto, porque não obrigada). Quem não sente falta de um beijo roubado, de ganhar flores sem data especial, uma visita inesperada no trabalho, ser levada pra casa e comer besteira pelo caminho, ser musa de um poema ou tema de uma música (peguei pesado, mas tem pessoas que escrevem bem e tem o dom pra isso), ganhar um café da manhã na cama, pelo simples fato de ser especial, ser surpreendida. Deixando claro que isso vale pros dois lados. 

Mesmo depois de pensar muito, escrever esse texto, a pergunta ainda fica: E as borboletas, cadê?